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A Corrida pelo Ouro Verde e os Minerais Críticos para as Transições Energética e Digital. A Diplomacia dos minerais e a Perspectiva Emergente do Sul Global.

A Corrida pelo Ouro Verde e os Minerais Críticos para as Transições Energética e Digital. A Diplomacia dos minerais e a Perspectiva Emergente do Sul Global

Autor:
Thiago Ferreira Almeida

“A música “Sangue Latino” é a resposta adequada ao estudo crítico do Direito Internacional. A defesa por uma Perspectiva Emergente do Sul Global reside no ato de romper com as posições eminentemente eurocêntricas, reconhecendo que a posição latino-americana é a força criativa de um novo pensamento do Direito Internacional. Uma posição latino-americana do Direito Internacional (“Meu sangue latino”) é marcado pelo seu passado de colonização e escravidão (“Minh’alma cativa”), cujo longo percurso para o reconhecimento de uma igualdade de tratamento das repúblicas independentes no início do século XIX no plano internacional foi via “caminhos tortos”, com o uso sistemático da força militar (gunboat diplomacy) e da pressão econômica, legitimados pelo Direito Internacional à época.

Como a canção indica, a todo latino-americano, consciente de seu passado colonial, cabe romper com os modelos arcaicos que condenam os seus povos a uma perene dependência econômica sob uma imagem de soberania formal superficial. Assim, o “grito” e o “desabafo” devem se materializar na crítica a um sistema jurídico internacional imposto aos países do Sul Global. “Quebrar a lança” é opor-se às estruturas jurídicas materialmente desiguais. Por mais que essa perspectiva do Sul Global seja apagada ou negligenciada pelos principais fóruns internacionais, essa mesma canção retoma com a importância de que os povos ex-colonizados, minorias, comunidades tradicionais e quilombolas é de “não estar vencido”.

Nesse sentido, a Perspectiva Emergente do Sul Global reconhece que as economias emergentes e em desenvolvimento, aglutinadas no grupo difuso do Sul Global devem ser protagonistas na definição de regras internacionais. Essa conduta permite afastar a tradicional postura de tomadores de regras (rule takers) para formadores de normas (rule makers).”

 

Créditos: Espodumênio variedade Hiddenita (LiAISi2O6). Araçuaí, MG, Brasil

Foto: Matheus Gramigna /Acervo: MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal

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Observação Escrita Referente Ao Pedido De Parecer Consultivo Da República Da Colômbia E Da República Do Chile À Corte Interamericana De Direitos Humanos Sobre Emergência Climática E Direitos Humanos

Observação Escrita Referente Ao Pedido De Parecer Consultivo Da República Da Colômbia E Da República Do Chile À Corte Interamericana De Direitos Humanos Sobre Emergência Climática E Direitos Humanos

Organização:
Carla Ribeiro Volpini Silva
Júlia Péret Tasende Társia

Diante da crise climática planetária, Colômbia e Chile solicitaram à Corte Interamericana de Direitos Humanos uma Opinião Consultiva sobre os deveres dos Estados na proteção de direitos fundamentais ameaçados pelas consequências da mudança climática e da perda de biodiversidade.

Em resposta a esse chamado, um coletivo composto exclusivamente por mulheres atuantes no Direito em Minas Gerais apresentou este parecer jurídico como amicus curiae à Corte Interamericana de Direitos Humanos.

O documento sustenta que as mudanças climáticas não são apenas um problema ambiental, mas um fenômeno que compromete o exercício de direitos como vida, saúde, moradia, alimentação e acesso à água. Esses impactos recaem com mais força sobre populações historicamente vulnerabilizadas: mulheres, crianças, povos indígenas, afrodescendentes e comunidades tradicionais.

Com base no Direito Internacional dos Direitos Humanos e do Meio Ambiente, o parecer defende que os Estados devem agir com base em princípios como precaução, prevenção, não-discriminação e cooperação internacional. Argumenta-se também que países historicamente mais responsáveis pelas emissões devem assumir compromissos mais ambiciosos de apoio ao Sul Global.

Destaca-se ainda a importância de uma abordagem interseccional e da análise do racismo ambiental, fundamentais para compreender como diferentes marcadores sociais agravam a exclusão frente aos impactos climáticos.

Com essa intervenção, este coletivo de mulheres reforça a urgência de uma interpretação progressista e transformadora da Convenção Americana, capaz de promover uma justiça climática enraizada nos direitos humanos.

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O Desatino do Uso da Personalidade na Fixação da Pena

O Desatino do Uso da Personalidade na Fixação da Pena

Autores:
Klelia Canabrava Aleixo
Arthur Ferreira Gil
Francisco de Aguilar Menezes

Sendo o posicionamento dos corpos celestes insuficiente para a verificação da personalidade e não havendo consenso científico sobre o tema, quais fundamentos permitiriam qualificar com segurança e legitimidade a personalidade do agente para fins de fixação da pena? Este livro reúne três estudos críticos acerca da personalidade como circunstância judicial na dosimetria da pena que demonstram a inexistência de tais fundamentos, também, no âmbito do direito penal, ensejando a burla de limites no exercício do poder de punir estatal.

                                                                                                                             Profa. Dra. Klelia Canabrava Aleixo

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Democracia Digital Eleições, Inteligência Artificial e Novos Desafios

Democracia Digital: Eleições, Inteligência Artificial e Novos Desafios

Organização:
Marilda de Paula Silveira

Em um mundo onde as tecnologias digitais transformam rapidamente a sociedade e a política, Eleições e novas tecnologias: dados, inteligência artificial e (des)informação oferece uma análise profunda dos desafios e oportunidades que essas inovações trazem para a democracia e o processo eleitoral. Reunindo artigos de alunos de mestrado e doutorado, além de contribuições de professores renomados, esta obra apresenta um manual das regras para uso de dados nas eleições e explora desde os impactos da inteligência artificial e deepfakes até as potencialidades do blockchain e as implicações éticas das novas ferramentas digitais. Este livro é essencial para pesquisadores, legisladores e profissionais do direito que buscam entender e enfrentar os desafios da era digital nas eleições.

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Colonialidade de Dados e Opacidade Algorítmica: Autodeterminação Informativa nas Políticas do Instagram

Colonialidade de Dados e Opacidade Algorítmica: Autodeterminação Informativa nas Políticas do Instagram

Autora:
Sabrina Pedrosa Dias

O ambiente digital contemporâneo exige uma nova interpretação das normas do direito privado, visando a proteção dos direitos individuais em meio a novas dinâmicas. A crescente presença do mundo digital destaca a importância da proteção de dados pessoais, um aspecto que ganhou atenção legislativa no Brasil com o Marco Civil da Internet e a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais. A exposição das informações online influencia diretamente a sociedade, permitindo que algoritmos processem dados e criem perfis de usuários. Essa prática gera impactos na economia e no comportamento das pessoas, moldando suas decisões e preferências. Apesar das regulamentações que garantem a autodeterminação informativa, a personalização do conteúdo ainda levanta preocupações sobre a manipulação das escolhas individuais. Este trabalho busca refletir sobre os temas propostos sob a ótica jurídica.

 

A Internet é a primeira coisa criada pela humanidade que a humanidade não entende, é o maior experimento anárquico que já se viu

Eric Schmidt

 

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Revista de Direito Mercantil 189

Revista de Direito Mercantil 189

Artigos e Atualidades:
1. Direito societário e sustentabilidade: notas conceituais e o cenário regulatório brasileiro — (Sheila C. Neder Cerezetti; Gabriela de Oliveira Junqueira)

2. O histórico e a função da cláusula de rateio ou proporcionalidade em apólices de seguro — (Carlos Pagano Botana Portugal Gouvêa)

3. O perfil do poder de controle nas companhias brasileiras — (José Marcelo Martins Proença; Ana Carolina Barbosa Simões; Henrique Sena Rebouças Paschoal)

4. This is not financial advice – Limites da regulação da finfluência no mercado de capitais — (Marco Aurélio Fernandes Garcia; Natália Fioravanti Salvadori)

5. Retirada de holding: o direito de se desassociar por completo — (Fernando de Andrade Mota; Ana Carolina Yoshida Hirano de Andrade Mota)

6. O voto plural nas sociedades anônimas brasileiras: impactos e desafios à luz do direito concorrencial — (Elisa Abib; Kristiane França)

7. Uso de vozes de terceiros na produção musical brasileira de mídias sintéticas – uma análise sobre suas tendências e viabilidades — (Lívia Assali)

8. Eleição de conselheiros de administração nas sociedades anônimas – a questão do voto negativo (contrário) — (Lucas Carneiro Gorgulho Mendes Barros; Bruno Robert; Eduardo Campos Netto de Souza)

9. Opções de compras de ações (stock options) como mecanismo de retenção de colaboradores no direito brasileiro — (Gustavo Sperb Martins Pinto; Patrick Menin Rebolho)

10. O abuso de poder de controle nas sociedades de economia mista: equilíbrio entre interesse público e privado — (Roger Vitorio Oliveira Sousa)

 

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Direito em Transformação Vol.3 – parte II

Direito em Transformação Vol.3 - parte II

Organização:
Aline Souto Fontinha
Carlos Marcel Ferrari Lima Fernandes
Thaysa Navarro de Aquino Ribeiro

O Livro Direito em Transformação é composto por artigos e resumos com o objetivo de fornecer à comunidade jurídica uma diversidade de temas em voga na atualidade.

Esta coletânea de artigos e resumos traz análises distintas e valiosas acerca dos temas, trazendo aos leitores uma visão interpretativa e ampliada dos pontos de atenção que têm gerado debates e discussões.

Esperamos que esta obra seja aproveitada por todo o público do Direito, reafirmando a importância da discussão dessa temática, despertando, ainda mais, o interesse pela leitura.

Boa leitura!

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A Tecnologia Blockchain na Perspectiva do Acordo Geral Sobre o Comércio de Serviços da OMC

A Tecnologia Blockchain na Perspectiva do Acordo Geral Sobre o Comércio de Serviços da OMC

Autor:
José Costa de Moraes Júnior

A presente pesquisa analisa os argumentos da literatura voltados à aplicação do Acordo Geral sobre o Comércio de Serviços da OMC à Tecnologia Blockchain no contexto das criptomoedas. O assunto é terreno fértil e apresenta uma série de desafios. Para além das atuais dificuldades enfrentadas pela Organização Mundial do Comércio quando do desempenho de suas atribuições, certo é que as criptomoedas operam em ambiente independente da órbita estatal, afastando-se do poder regulamentar dos Bancos Centrais. Além disso, difícil dizer que as transações realizadas na plataforma de funcionamento das criptomoedas poderiam ser categorizadas em atos comerciais para fins de atrair a competência da OMC. Isso porque a essência das criptomoedas se encontra, ainda que intuitivamente, ligada à seara monetária e isso sugere à atuação de organismo internacional com atribuição relacionada ao campo monetário. Seja como for, é um livro que aborda os principais argumentos levantados pela literatura, com a proposta de estimular novas reflexões sobre o tema, considerando a inegável expansão das criptomoedas no cenário global.

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Juizados Especiais Cíveis Estaduais: domine a Lei 9.099/95 com prática, jurisprudência e questões comentadas

Juizados Especiais Cíveis Estaduais: domine a Lei 9.099/95 com prática, jurisprudência e questões comentadas

Autora:
Ana Flávia Sales

Este livro nasce dos questionamentos frequentes dos meus alunos, que demonstram insegurança quanto ao procedimento e à prática nos Juizados Especiais, e também dos ex-alunos recém-formados que, ao iniciarem a advocacia, me procuram em busca de orientação e esclarecimento de dúvidas sobre como atuar nesse microssistema.A partir dessa escuta atenta — em sala de aula e fora dela — decidi reunir em uma só obra o conteúdo essencial da Lei 9.099/95, integrando teoria, prática, jurisprudência atualizada, enunciados do FONAJE e questões comentadas. A intenção é oferecer um material claro, didático e útil que auxilie estudantes, advogados iniciantes e profissionais em transição a compreenderem as particularidades do procedimento sumaríssimo e suas principais diferenças em relação ao procedimento comum do Código de Processo Civil. Mais do que um manual, este livro foi pensado para ser um verdadeiro tira-dúvidas, um apoio contínuo, tanto para o estudo quanto para a atuação prática nos Juizados Especiais Cíveis Estaduais. Espero que esta leitura contribua para sua formação, segurança profissional e para a construção de uma advocacia mais acessível, técnica e eficiente. Ana Flávia Sales

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Ética Ambiental e Direito: A Responsabilidade Jurídica ara as Gerações Futuras sob a Perspectiva da Interdisciplinariedade

Ética Ambiental e Direito: A Responsabilidade Jurídica ara as Gerações Futuras sob a Perspectiva da Interdisciplinariedade

Autores:
Claudiana Lucas da Silva | Eva Thayslaine de Jesus Alves | Moisés Figueredo Cavalcante de Sousa | Nayanne Maria da Silva

Nas últimas décadas, a intensificação da degradação ambiental, impulsionada por fatores como o avanço tecnológico e a exploração excessiva dos recursos naturais, evidencia a necessidade de repensar os paradigmas jurídicos. Este estudo analisa a construção de uma responsabilidade jurídica voltada à proteção das gerações futuras, por meio do diálogo entre ética ambiental e Direito, sob uma perspectiva interdisciplinar. A pesquisa é qualitativa, com base bibliográfica, explorando autores contemporâneos como Leff, Boff, Capra e Jonas. A interdisciplinaridade é adotada como instrumento metodológico essencial. Os resultados revelam que o Direito deve revisar suas bases éticas e institucionais diante da crise ambiental. A convergência entre ética, Direito e ciência é vista como vital. As conclusões apontam para a urgência de um engajamento crítico e responsável por parte de todos os setores sociais.