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Atualidades do Direito Empresarial: Estudos em Homenagem ao Professor Marlon Tomazette

Atualidades do Direito Empresarial:
Estudos em Homenagem ao Professor Marlon Tomazette

Organização:
André Santa Cruz | Henrique Arake | Eduardo Rossigneux

A apresentação deste livro reflete não apenas a celebração de um marco significativo na carreira de um estimado educador e profissional jurídico, mas também a rica tapeçaria de pensamento e prática em direito empresarial no Brasil. Dedicamos esta coletânea de artigos científicos ao Professor Marlon Tomazette, homenageando seus 25 anos de dedicação ao magistério e à advocacia na área de direito empresarial.

Marlon Tomazette é uma figura notável no cenário jurídico brasileiro, com uma trajetória acadêmica e profissional que serve de inspiração para todos nós. Graduado em Direito pela Universidade de Brasília em 1997, ele conquistou seu mestrado e doutorado no Centro Universitário de Brasília em 2007 e 2014, respectivamente​. Desde 1997, ele tem exercido a advocacia, sendo reconhecido como um dos advogados mais respeitados na área de direito empresarial no país​. Atualmente, ele é Procurador do Distrito Federal, professor do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, professor da Escola Superior do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios e professor titular do Centro Universitário de Brasília – UniCEUB​​. Além disso, é autor de obras renomadas na área, como o seu “Curso de Direito Empresarial”​​.

A contribuição do Professor Tomazette ao direito empresarial estende-se muito além da sala de aula e do tribunal. Seu compromisso com a disseminação do conhecimento e com a orientação de futuros juristas tem sido uma fonte de enriquecimento para a comunidade jurídica brasileira. Este livro é um testemunho da influência duradoura e do legado do Professor Tomazette. Através de uma variedade de perspectivas e análises apresentadas pelos diversos autores que contribuíram para esta coletânea, buscamos explorar e celebrar a complexidade e a evolução do direito empresarial no Brasil, honrando a carreira de um educador e advogado excepcional.

Esperamos que os leitores encontrem neste livro uma fonte rica de conhecimento e inspiração, e que as discussões aqui apresentadas provoquem reflexões profundas e contínuas sobre o direito empresarial e sua prática no Brasil. Ao Professor Marlon Tomazette, expressamos nossa mais sincera gratidão e admiração pela sua incansável dedicação ao direito empresarial e pela inspiração que continua a oferecer a todos nós na academia e na prática jurídica.

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A necessidade de revisar as doutrinas Chenery e Chevron, permitindo os legítimos controles social e judicial

A necessidade de revisar as doutrinas Chenery e Chevron, permitindo os legítimos controles social e judicial

Autor:
Wilkson Vasco Francisco Lima Barros

O estudo objetiva demonstrar a necessidade de revisar a aplicação das Doutrinas Chenery e Chevron no sistema jurídico brasileiro. O STF e o STJ aplicam ambas as teorias, tendo, inclusive, fixado parâmetros para suas aplicações pelos tribunais. Serão destrinchados os pontos positivos e negativos das duas teorias e a aplicação jurisprudencial. Tais teorias dão independência total ao Poder Executivo em suas escolhas políticas e em seus critérios técnicos. Isso causa, por diversas vezes, o abuso pelo Estado em não garantir os direitos e garantias fundamentais e a proteção a opções políticas impostas unilateralmente e com interesses nem sempre lícitos. Diminuem o aspecto democrático do controle social dos atos administrativos. Impossibilita o debate! As boas governanças e governabilidade são, em vez de fortalecidas, restringidas fortemente.

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Poder Judiciário como órgão concretizador da democracia e dos direitos e garantias fundamentais

Poder Judiciário como órgão concretizador da democracia e dos direitos e garantias fundamentais

Autor:
Wilkson Vasco Francisco Lima Barros

Esse estudo objetiva demonstrar a importância do Poder Judiciário para a efetivação da Democracia e dos Direitos Humanos e Fundamentais. A democracia não é construída apenas no âmbito dos Poderes Legislativo e Executivo. Nem se perfaz através somente das eleições. Uma sociedade democrática tem que possuir diversos espaços de debates e de fiscalizações. Nesse sentido, emerge a importância da Corte Constitucional em proteger e fomentar a democracia, através de suas três funções: contramajoritária, representativa e iluminista. O Poder Judiciário é (e sempre será) o equilíbrio no eterno embate entre o mínimo existencial e a reserva do possível. Juntamente com outros órgãos de accountability (como o Parquet, a Defensoria Pública e a OAB), é crucial em conduzir a sociedade para avanços civilizatórios. Como bem define Barroso: “empurrar a história”.

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Execução provisória da pena no Tribunal do Júri: princípios constitucionais e a (i)legalidade da medida

Execução provisória da pena no Tribunal do Júri: princípios constitucionais e a (i)legalidade da medida

Autora:
Thais Diniz Silva de Carvalho

Embora as reformas legislativas se prestem a melhorar o ordenamento, promovendo a sua melhor adequação à realidade material, ocasionalmente algumas alterações trazem conflitos importantes no mundo jurídico. Neste caso, o dissenso sustentado pelo desajuste legal em exame mostra-se sensivelmente relevante à correta aplicação do processo penal, sobretudo porque as Leis Federais não podem afastar diretrizes de ordem constitucional. Verdadeiramente, se sob a perspectiva social é imprescindível a moderação dos crimes e o aumento da segurança pública nacional, de outro lado, é inegociável que o processo penal, enquanto meio à aplicação da legislação material, não se afaste das normas necessárias à efetividade das garantias constitucionais. Por isso mesmo, a relativização de princípios basilares afeta, inclusive, a segurança jurídica pátria, a qual pode ser fragilizada ante um contexto de conjecturas legais, para dizer o mínimo, questionáveis. Nesse sentido, observa-se que a alteração normativa do artigo 492, inciso I, alínea “e”, notadamente promovida pela Lei n.º 13.964/2019, também denominada Pacote Anticrime, acrescentou ao julgamento no Tribunal do Júri aquilo que se intitulou como uma execução provisória da pena. A medida é possível nos casos em que o acusado houver sido condenado por pena de reclusão igual ou superior a 15 anos, funcionando, portanto, como uma antecipação do cumprimento da reprimenda imposta. O embaraço nessa situação, todavia, reside no antagonismo entre a referida providência e algumas importantes garantias concedidas pela Constituição Federal, tais como o devido processo legal, a ampla defesa, o contraditório e a presunção de inocência. Notoriamente, o processo é utilizado para instrumentalizar a norma, sendo certo, portanto, que a forma processual é meio para efetivar garantias e deve ser tratada como tal. Malgrado a tentativa de aperfeiçoamento legal, vê-se que a reforma envolve, ainda, uma certa confusão entre as fases processuais, eis que possibilita o início do cumprimento de pena anterior ao trânsito em julgado. Desse modo, além de uma série de confusões conceituais, a alteração legislativa importa em preocupante inconstitucionalidade.

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NUDGES, DADOS PESSOAIS E BOAS PRÁTICAS: checklist com Legal Design para tratamentos autorizados pelo consentimento

NUDGES, DADOS PESSOAIS E BOAS PRÁTICAS:
checklist com Legal Design para tratamentos autorizados pelo consentimento

Autor:
Felipe Melazzo Do Nascimento Santos

Nesta obra intitulada “NUDGES, DADOS PESSOAIS E BOAS PRÁTICAS: checklist com Legal Design para tratamentos autorizados pelo consentimento”, Felipe Melazzo presenteia os campos profissional e acadêmico com reflexões sobre a interação de temas que não se ligam de forma óbvia. Ele consegue relacionar, com êxito, achados de economia comportamental, previsões da Lei nº 13.709/2018 (Lei Geral de Proteção de Dados – LGPD) e aplicação de técnicas de Legal Design. Essa correlação é guiada pela genialidade do autor ao se aprofundar na compreensão de consentimento fundado em uma vontade limitada e que pode ser influenciada por uma série de fatores. Nesse contexto, Felipe Melazzo convida o(a) leitor(a) para ir além, não só ao propor o estudo de uma dessas influências – os nudges – mas, também, ao realizar sua aplicação no contexto do consentimento do(a) titular de dados pessoais. O resultado é a proposição de um checklist, uma ferramenta poderosa que auxilia a concretização das determinações da LGPD sobre esse consentimento. O autor utiliza os nudges como verdadeiros “empurrões” que estimulam e facilitam a compreensão sobre o que está sendo autorizado no tratamento dos dados pessoais. Até esse ponto a pesquisa já teria um resultado científico e social extremamente importante, porém, a visão diferenciada do tema trouxe, ainda, a aplicação das técnicas de Legal Design na elaboração desse checklist, o que permitiu levar em conta o ser humano que consente o tratamento de dados pessoais, e não apenas o titular. Portanto, o(a) leitor(a) que se interessa por uma abordagem científica, arrojada e diferenciada sobre as determinações legais acerca do tratamento de dados pessoais, e que, sobretudo, acredita na interdisciplinaridade entre Direito, Economia Comportamental e o Design como forma de democratizar os direitos e torná-los e mais compreensíveis e acessíveis, não pode deixar de ler esta obra. Profa. Leila Bitencourt Advogada no VLF Advogados Professora Substituta de Direito da UFSJ Mestre em Direito pela UFOP Doutora em Direito pela UFMG

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Vozes do Direito Moderno vol.2

Vozes do Direito Moderno vol.2

Organizadores:
Eduardo Goulart Pimenta
Luciana de Castro Bastos

É com grande prazer que trago à você o segundo volume “Vozes do Direito Moderno”, uma coletânea de ensaios e reflexões sobre as diversas facetas do direito contemporâneo. Nesta obra, reunimos um grupo de renomados professores, acadêmicos e profissionais do direito, cada um trazendo sua perspectiva única e enriquecedora sobre os desafios e as transformações que permeiam o mundo jurídico atual.
O Direito Moderno é uma cena em constante evolução, moldado pelas demandas sociais, tecnológicas e econômicas de nossa época. Nesse contexto complexo e dinâmico, torna-se imprescindível ouvir as vozes que vêm guiando, questionando e reformulando nossa compreensão do sistema jurídico.
Os capítulos deste livro abordam uma ampla gama de tópicos relevantes para a atualidade. Cada autor traz sua contribuição para uma compreensão mais profunda das complexidades do Direito Moderno.
Ao explorar essas vozes, mergulharemos nas diversas áreas do direito que se interconectam e influenciam uns aos outros. Através dessas perspectivas multidisciplinares, esperamos proporcionar ao leitor uma visão panorâmica das principais questões jurídicas de nosso tempo.
Com estas importantes contribuições, esperamos que você mergulhe em discussões profundas e desafiadoras, que ampliem seu conhecimento e incentivem seu pensamento crítico.
À medida que avançamos pela leitura, é importante lembrar que o Direito não é uma entidade estática, mas um campo em constante evolução. À medida que enfrentamos os desafios emergentes do século XXI, é vital ouvir e aprender com as vozes que estão moldando a face do Direito Moderno.
Portanto, convido você a explorar as páginas que se seguem, a ouvir as vozes que ressoam no presente e a ponderar sobre as implicações futuras de suas palavras. Este livro é um convite para descobrir, refletir e engajar-se no debate sobre as complexidades do Direito Moderno.
Que esta obra inspire você a se tornar uma voz ativa no desenvolvimento e aperfeiçoamento do Direito, contribuindo assim para uma sociedade mais justa e equitativa.
Boa leitura!
Luciana de Castro Bastos

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Participação Política Feminina no Brasil

Participação Política Feminina no Brasil

Autora:
Luiza Santos Cury Soares

A participação política efetiva é muito importante para que os grupos alcancem direitos e consigam ter suas vozes representadas nacionalmente. As mulheres foram historicamente excluídas das decisões políticas, desde a falta de voto, antigamente, até a falta de representação equânime, atualmente. Os motivos para a sub-representatividade feminina na política brasileira são vários e apresentam diversas camadas de discussão. Este livro te levará a refletir sobre os aspectos históricos do sexismo, surpreendendo ao demonstrar que existem mulheres que lutam por voz no espaço público desde a Idade Média. Este livro é uma discussão acadêmica, porém com aspectos práticos muito relevantes na nossa sociedade. Ao olharmos a história por trás das lutas das mulheres, falarmos os nomes e vivências dessas políticas que vieram antes e lutaram por um mundo mais justo, estamos também olhando com esperança para o futuro. Através de um giro sobre feminismo, chegamos à situação do Brasil, quem são as primeiras mulheres que foram eleitas? Quem foram as constituintes que fizeram parte da “bancada do batom”? Quais leis foram feitas para diminuir a desigualdade de gênero no âmbito político? Elas foram eficazes? Tudo isso você vai descobrir ao longo dessa leitura, que irá te surpreender através de histórias de mulheres incríveis.

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O que é sustentabilidade

O que é sustentabilidade

Autor:
Julio Cesar de Sá da Rocha

A finalidade da presente publicação é examinar noções iniciais sobre o tema Sustentabilidade, questão extremamente urgente sob diversos aspectos. Em geral, a sustentabilidade se refere à busca do equilíbrio ambiental com outras esferas, como a política, econômica e social. A noção de sustentabilidade tem origem em 1980, na World Conservation Union, organização internacional dedicada à conservação dos recursos naturais, fundada em 1948, com sede na cidade de Gland, na Suíça, sendo aprimorada pela Comissão Brundtland, criada em 1983 pela ONU e presidida pela médica Gro Harlem Brundtland (1987, Nosso Futuro Comum), que é especializado no atendimento das “necessidades atuais sem comprometer a habilidade das futuras gerações de satisfazer às próprias necessidades”. E adiante pontua:

“Na sua essência, o desenvolvimento sustentável é um processo de mudança no qual a exploração dos recursos, o direcionamento dos investimentos, a orientação do desenvolvimento tecnológico e a mudança institucional estão em harmonia e reforçam o atual e o futuro potencial para satisfazer as aspirações e necessidades humanas.”

Claro que hoje a noção de sustentabilidade não adere somente ao desenvolvimento, mas ganha autonomia e amplifica sua atuação não só na área do meio ambiente, mas como noção transversal, urgente e ética, diante da grave crise civilizacional que nos cerca. Uma prova disso é a relação entre o desequilíbrio ambiental e o surto de Coronavírus na pandemia da Covid-19, segundo o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Por sua vez, a sustentabilidade pode significar uma exigência no campo das ideias e das concepções políticas. É possível que a categoria Sustentabilidade responda ao momento atual como forma de leitura da realidade? É apropriado enquadrar distinções clássicas de esquerda e direita com a noção de sustentabilidade?
Vários documentos tratam da concepção de sustentabilidade, na Agenda 21, na Carta da Terra, e nos Princípios do ODS (Objetivos do Milênio). Apesar da sustentabilidade ser um termo recente, seu significado pode carregar concepções ancestrais. Assim, resgatamos fundamentos apresentados pelo bem viver, ubuntu, yang/ying e vasudhaiva kutumbakam, que podem oferecer pistas para a compreensão da completude significante do que pode ser entendido pelo termo nos dias atuais.

 

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Improbidade Administrativa: alterações legislativas, aplicação de princípios e as implicações do comportamento desviado

Improbidade Administrativa: alterações legislativas, aplicação de princípios e as implicações do comportamento desviado

Autoras:
Thais Diniz Silva de Carvalho
Karla Karolina Leite Norberto Senesi

Sem dúvida, ações em dispêndio da ordem administrativa geram consequências em escala. Isso significa dizer que elencam prejuízos não só para o Estado enquanto ofendido direto, mas também à sociedade, posto que a organização estatal se presta à satisfação dos interesses do ordem pessoal, sejam eles econômicos, culturais, políticos, tributários ou empresariais. 

Por isso mesmo, a repressão e a prevenção dos atos ímprobos e dos crimes contra a administração devem se lastrear em harmonia a um dos mais conhecidos binômios do ordenamento, qual seja: a necessidade e a adequação. É preciso entender a gravidade dos danos e a efetividade das medidas adotadas, para que as condutas sejam freadas de maneira assentada, modificando, assim, o contexto atual de aumento gradativo das condutas antijurídicas.

Nesse diapasão, as mudanças legislativas ocorridas na última década, visam, como regra, a melhor percepção do universo de comportamentos que implicam em diminuição negativa dos bens ou da moralidade própria à administração pública. Faz-se imperioso, todavia, entender os limites e a forma de aplicação dessas medidas, sobretudo porque a jurisprudência atual detém importante papel na resolução das celeumas deixadas pelas tantas alterações de lei.

Nesse sentido, observa-se que a conduta infracional, ou seja, o comportamento desviado relativo aos crimes e demais condutas em prejuízo da administração pública, não raras vezes geram menos comoção social do que aquelas perpetradas por meio de violência ou grave ameaça. Assim, visando ampliar as formas de repressão e amenizar os danos, o legislador tem se preocupado em diversificar e intensificar as formas de atingir os agentes infratores, o que, frise-se, não necessariamente torna efetiva a medida. 

A bem da verdade, é preciso compreender as razões para se alcançar os meios e afastar os fins, sendo certo que a inflação de condutas típicas não pode existir desalinhada aos elementos subjetivos dessas, sob pena de completo esvaziamento da norma, notadamente ante a sua desadequação com o caso concreto. À vista disso, forçoso reconhecer não só a execução do ato, mas os princípios a ele aplicáveis, bem como compreender sua dinâmica.

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Propriedade intelectual e desenvolvimento

Propriedade intelectual e desenvolvimento

Organizador: Marlon Tomazette

Autores:
Bruce Flávio de Jesus Gomes
Claudio Alves da Silva
Gabriel Espíndola Chiavegatti
Heron Teixeira Júnior
Ítalo Borges Zanina
Ivo Teixeira Gico Júnior
José Costa de Moraes Júnior
Mariana Tozzo Oliveira
Marlon Tomazette
Otávio Madeira Sales Lima
Pedro Marcos Nunes Barbosa
Robson Crepaldi

Já há bastante tempo existem criações do espírito, coisas que se concebem (Cícero). Essas criações do espírito passam a ter um valor econômico, a partir do momento em que o Direito assegura a seu titular uma exclusividade na sua utilização, isto é, cria uma escassez artificial. Essa é a propriedade intelectual, uma criação do Direito para valorizar essas criações do espírito, que teve papel fundamental no chamado desenvolvimento econômico. Em qualquer concepção que se tenha de desenvolvimento econômico, inegável que, cada vez mais, as criações intelectuais são valorizadas e tem um papel fundamental para a economia. Em qualquer lista da Forbes das pessoas mais ricas do mundo, boa parte de suas riquezas será concentrada em ativos de propriedade intelectual. O direito sempre influenciou os comportamentos que são analisados pela economia de forma drástica, no estabelecimento de regras de política econômica, de contratos, da organização e do exercício das atividades econômicas, de aplicação dessas regras pelo Poder Judiciário e, especialmente, de determinação dos direitos de propriedade, inclusive intelectual. Assim, é inegável que o direito tem um papel fundamental para promover o desenvolvimento econômico. Para qualquer concepção que se tenha, “o “império do direito” (rule of Law) é “um ingrediente necessário em qualquer estratégia de desenvolvimento” (TRUBEK). Naturalmente, a velocidade da economia atual, traz novos desafios a todo o momento, inclusive nas questões da propriedade intelectual, o que, muitas vezes, pode trazer um descompasso entre o direito e a realidade que ele tenta disciplinar. Do mesmo modo, a crescente influência da jurisprudência na intepretação das regras pode acabar influenciando, de alguma forma, o comportamento dos agentes. O presente livro traz algumas reflexões críticas sobre essas situações, tratando desses diversos temas, que possuem alta relevância social e econômica. Nesse caminho, o capítulo escrito por Ivo Teixeira Gico Jr trata da influência e do papel fundamental que o direito exerce na economia, o que, indiscutivelmente influenciará toda a lógica da atuação dos agentes econômicos. Já entrando na parte da propriedade intelectual, em si, os capítulos escritos por Otávio Madeira Sales Lima, José Costa de Moraes Júnior e Marlon Tomazette analisam como as decisões jurisprudenciais, especialmente dos tribunais superiores, podem influenciar a efetiva proteção dos diversos bens da propriedade intelectual. Os capítulos escritos por Bruce Flávio de Jesus Gomes e Claudio Alves da Silva analisam a importância do consumidor, como um pilar fundamental na aplicação da disciplina da propriedade intelectual, seja na questão das marcas, da concorrência desleal ou do trade dress. Os capítulos escritos por Pedro Marcos Nunes Barbosa, Gabriel Espíndola Chiavegatti e Robson Crepaldi analisam a questão dos direitos autorais, em pontos de fundamental relevância, tratando, respectivamente de: aplicação das sanções aos violadores desses direitos; a proteção das criações arquitetônicas, considerando à perspectiva do direito à cidade; e a disciplina jurídica dos chamados Ghostwriters. Por fim, os capítulos escritos por Heron Teixeira Júnior, Ítalo Borges Zanina e Mariana Tozzo Oliveira, tratam de novas realidades como a inteligência artificial ou de novos desafios, considerando uma grande valorização de realidades que, apesar de já existirem há muito tempo, ainda não têm o tratamento jurídico claramente definido na esfera da propriedade intelectual, quais sejam: as receitas culinárias e a fashion law.