Categorias
Outros Títulos

Entre fios e ideias: Da fábrica de tecidos Renascença ao Campus Universitário Universo BH

Entre fios e ideias:
Da fábrica de tecidos Renascença ao Campus Universitário Universo BH

Organizador:
Liciane Faria Traverso Gonçalves

Entre fios e ideias, entre o ruído das máquinas e o murmúrio das vozes que ecoam no tempo, ergue-se a história de um bairro, de uma fábrica e de uma universidade que souberam se reinventar. Este livro é um reencontro com o tempo que o homem belo-horizontino teceu com o trabalho, moldou com o saber e consagrou com o amor à sua terra. Em Entre Fios e Ideias, o passado não é ruína: é semente. A antiga “Fábrica Renascença”, transformada em campus universitário, é símbolo da continuidade humana, onde o esforço operário se converteu em pensamento, e o chão fabril em solo de conhecimento. Sob a coordenação da Professora Doutora Liciane Faria Traverso Gonçalves, minha aluna quando cursou o bacharelado em Direito, esta obra entrelaça Direito, História e Cultura, revelando que a preservação da memória é também um dever jurídico e moral. Enaltecer o que fomos é compreender o que somos. E cada página deste livro (onde encontramos lindos e emocionantes depoimentos) confirma que, quando o passado é lembrado com respeito, o futuro se ilumina com muito sentido.

Antônio Marcos Nohmi

Presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais.

Vice-presidente da Comissão de Defesa do Patrimônio Cultural da OAB/MG. Advogado e professor universitário

Categorias
Outros Títulos

Avançando na Inclusão Socioprodutiva: a convergência da economia da funcionalidade e da cooperação e inovação social em uma comunidade quilombola de Minas Gerais

Avançando na Inclusão Socioprodutiva: a convergência da economia da funcionalidade e da cooperação e inovação social em uma comunidade quilombola de Minas Gerais

Autora:
Márcia Cristina Moreira Paranhos

O que se pretende com a presente obra é promover a valorização e o reconhecimento dos saberes tradicionais em comunidades quilombolas pela aplicação dos princípios da Economia da Funcionalidade e Cooperação (EFC), no sentido de fomentar a inovação social e promover a inclusão socioprodutiva e o empreendedorismo de base tradicional. A pesquisa partiu da hipótese de que os preceitos da EFC têm o potencial de estimular a inovação social em territórios tradicionais e proporcionar interações sociais mais colaborativas e coesas entre os atores locais. O objetivo desta investigação é colaborar no avanço de uma experiência de inclusão socioprodutiva na comunidade quilombola de Cachoeira dos Forros, situada da cidade mineira de Passa Tempo, aplicando os princípios da Economia da Funcionalidade e Cooperação. Os quilombos representam um legado social significativo, fruto de lutas e resistência contra a escravidão imposta aos negros e aos indígenas que participaram da formação do povo brasileiro. Tem-se que a organização social dessas comunidades baseia-se em laços familiares, culturais e históricos, marcados por cooperação, solidariedade e resistência. A preservação de suas tradições, seus costumes e conhecimentos ancestrais é essencial para a manutenção destas comunidades, do mesmo modo que é garantir o bem-estar e os direitos essenciais de seus partícipes. Nessa seara, verifica-se que conhecimento de seus membros pode contribuir para o manejo sustentável dos ecossistemas e o uso racional dos recursos naturais. Torna-se, assim, imperativo ampliar as formas de inclusão produtiva, econômica e social das comunidades quilombolas, realizando uma reflexão sobre as inovações socioambientais relacionadas aos seus saberes. Utilizando método de pesquisa-ação ancorado na abordagem da EFC, este estudo buscou soluções para os desafios enfrentados pela comunidade quilombola de Cachoeira dos Forros/MG, fundamentadas na cooperação entre atores locais. Foram adotadas sete etapas para implementar um modelo de desenvolvimento sustentável baseado na EFC: mapeamento de desafios, atores no território, reflexão conjunta, sustentabilidade financeira, coerência jurídica, governança e desenvolvimento de recursos imateriais. Ao analisar o modelo de inovação social, com base nos princípios da EFC, foram identificados pontos fortes, oportunidades de melhorias e recomendações de ações em cada uma destas etapas. Evidências de inovação social e benefícios para a comunidade são apresentadas ao longo da pesquisa, assim como uma agenda de investigações para futuros estudos. Os resultados informam que a adoção dos princípios da EFC pode contribuir para o desenvolvimento sustentável local, além impulsionar a inovação social do território, com tratamento dos problemas comunitários e a promoção de relações sociais mais colaborativas e coesas entre os atores locais.

Categorias
Outros Títulos

O Rodeio Entre Tradição, Modernidade e o Esporte – Reflexões Sobre a Profissionalização e os Desafios Futuros do Esporte

O Rodeio Entre Tradição, Modernidade e o Esporte: Reflexões Sobre a Profissionalização e os Desafios Futuros do Esporte

Autor:
Kleber Cardozo Dionisio

O Rodeio entre Tradição, Modernidade e o Esporte é uma obra que mergulha profundamente no universo do rodeio, explorando suas raízes culturais, sua evolução como esporte e os desafios enfrentados em sua profissionalização.

Com uma abordagem abrangente e reflexiva, o livro analisa aspectos históricos, legais, éticos e sociais, destacando a importância do equilíbrio entre tradição e inovação do esporte.

Ao longo dos capítulos, são discutidos temas como a regulamentação do rodeio, os direitos dos atletas e dos animais, o impacto econômico e social dos eventos, e as perspectivas futuras para o esporte.

A obra também apresenta o papel das entidades organizadoras, como a Confederação Nacional do Rodeio (CNAR), e propõe caminhos para o desenvolvimento sustentável e ético da modalidade.

Este livro é um convite para compreender o rodeio em sua essência, celebrando sua rica herança cultural enquanto se adapta às demandas da modernidade esportiva.

Uma leitura indispensável para entusiastas, profissionais e estudiosos que desejam explorar o fascinante mundo do rodeio e sua relevância no cenário esportivo e cultural brasileiro.

Categorias
Outros Títulos

Mulheres Contemporâneas: Desafios e Perspectivas da Liderança Feminina

Mulheres Contemporâneas: Desafios e Perspectivas da Liderança Feminina

Organizadoras:
Cynara Silde Mesquita Veloso
Deyslane Neves Gomes Freitas
Francielle Da Conceição Drumond Figueiredo
Gracyelle Almeida Rodrigues Bicalho
Patrícia Aparecida Afonso Guimarães Mendes

O livro “Mulheres Contemporâneas: Desafios e Perspectivas na Liderança Feminina” nasce de um projeto coletivo desenvolvido no âmbito da Associação Brasileira de Mulheres de Carreiras Jurídicas – Núcleo Norte de Minas (ABMCJ). A obra reúne 12 capítulos produzidos por pesquisadoras e profissionais de diferentes áreas, que, a partir de múltiplos olhares, investigam os desafios, conquistas e perspectivas das mulheres na sociedade atual.

Entre os temas explorados estão a invisibilidade de doenças como a endometriose, as barreiras estruturais à ascensão feminina na carreira jurídica, a violência doméstica e digital, o monoparentalismo, o racismo estrutural que incide sobre mulheres negras, o empreendedorismo feminino e a representatividade política.

Os capítulos evidenciam a riqueza e a complexidade das vivências femininas e, ao mesmo tempo, oferecem reflexões sobre resistência, transformação e fortalecimento da liderança das mulheres em diferentes esferas sociais e profissionais.

Mais do que registrar análises, esta coletânea se afirma como um espaço de diálogo e valorização da produção científica feminina, reafirmando o compromisso da ABMCJ com a construção de uma sociedade mais justa, plural e inclusiva.

Categorias
Outros Títulos

Selvagens Utopias Brasileiras

Selvagens Utopias Brasileiras

Organização:
José Luiz Borges Horta
Philippe Oliveira de Almeida
Hugo Rezende Henriques

Este livro foi idealizado às vésperas do centenário de Darcy Ribeiro. Embora não tenha sido publicado a tempo das efemérides, deve ser lido como uma homenagem a esse grande brasileiro, stella rectrix para todos aqueles que se atrevem a meditar sobre o futuro de nosso país. Antropólogo, etnógrafo, historiador, sociólogo, romancista, “semeador de universidades” (como ele próprio se descrevia) e utopista, Darcy Ribeiro ousou sonhar com um Brasil pujante e soberano, uma “nova Roma”, tropical e morena. A reflexão sobre o passado de nossa nação (os eventos fortuitos que, guiados pelas “astúcias da razão”, gestaram o povo brasileiro) pode servir-nos como base para que, estrategicamente, forjemos um novo futuro. É nesse espírito que Darcy redigiu seus ensaios, como o clássico O povo brasileiro: a formação e o sentido do Brasil; e é nesse espírito, ainda, que compôs uma de suas mais enigmáticas (e ignoradas) fábulas, Utopia selvagem, trabalho a que fazemos referência no título do volume que ora tem em mãos. O Brasil é história e projeto – disso sabiam os maiores brasilianistas que aqui viveram (não só Darcy, mas também Victor Nunes Leal, Milton Santos, Mangabeira Unger etc.). O objetivo deste livro é, inspirando-se no legado de Darcy, resgatar a dimensão utópica subjacente ao trabalho de grandes brasilianistas. Numa época marcada pela desesperança (o “fatalismo imobilista” neoliberal, de que nos falava Paulo Freire), discutir possibilidades de reconstrução da nação brasileira é um ato de resistência. Na presente obra, convidamos sonhadores – intelectuais, das mais diversas escolas e instituições –, a rememorarem as ideias de outros sonhadores, figuras, do ontem e do hoje, que labuta(ra)m para que o Brasil alcançasse seu potencial, cumprisse seu destino. Mais que descrições do que o Brasil é, encontraremos, aqui, prescrições sobre o que o Brasil pode – e deve! – tornar-se: trata-se, pois, de uma obra de profecias, presságios do Milênio. Que os leitores aceitem o desafio de sonhar conosco (e com Darcy), e se engajem na tarefa de semear um país.

Categorias
Outros Títulos

Existe um Estado Ideal? Entre a Utopia e a Realidade Caminhos para o Estado perfeito

Existe um Estado Ideal?
Entre a Utopia e a Realidade Caminhos para o Estado perfeito

Organização:
Ana Paula Santos Diniz
Alisson Carvalho da Costa
Leonardo Antônio Souza.

A Idealização

Há alguns anos venho ministrando a disciplina Teoria do Estado e, ao longo desse período, tenho refletido sobre metodologias ativas que possam despertar o interesse e promover o engajamento dos estudantes. Os conteúdos relativos a “formas e sistemas de governo e de Estado”, presentes tanto na literatura clássica quanto na contemporânea, costumam ser percebidos como excessivamente teóricos, rígidos e áridos pelos alunos ingressantes no primeiro período da graduação. Trata-se de um público que chega à universidade movido por ideais transformadores, com expectativas de justiça social e o desejo de contribuir para a construção de um mundo melhor.

Diante desse cenário, e com o intuito de estimular o pensamento crítico, criativo e abstrato, concebi uma proposta pedagógica que convida os estudantes a elaborarem seus próprios modelos de Estado ideal — mesmo que em linguagem lúdica, fictícia ou distópica. A proposta consiste justamente em transitar pelos conceitos teóricos, ainda que frios e densos, para então dar forma a um modelo de Estado imaginário, autoral, vívido e singularmente expressivo. Ana Paula Santos Diniz

Categorias
Outros Títulos

A Arte de Envelhecer com Dignidade: Desafios e Perspectivas

A Arte de Envelhecer com Dignidade: Desafios e Perspectivas

organizadoras:
Karla de Mello Silva
Lidiane Silva Torres
Hildeliza Boechat 

Os estudos aqui reunidos tratam das mais diversas áreas do conhecimento, vindo ao encontro da grande transdisciplinaridade que é o envelhecer. É impossível ver essa fase da vida sob um só ângulo. A mirada deve ser holística. Assim, a coletânea de artigos perpassa por vários aspectos desse entardecer da vida, previstos inclusive no Estatuto da Pessoa Idosa (Lei no. 10.741/2003). Este é o caso de estudo que trata do direito à educação; daqueles escritos aqui presentes, que cuidam dos problemas de saúde mais específicos para a pessoa idosa, como é o relativo à hipertensão arterial, à saúde mental e à saúde bucal, esta, tão pouco difundida; do mercado de trabalho, que se sabe ser bem hostil para a população sessenta mais; da violência praticada contra a pessoa idosa, abrangendo um ponto essencial que é a questão de gênero; e os aspectos biológicos, psicossociais e culturais, mais especificamente no campo da sexualidade.

Como se percebe, este livro é de grande valia não só para os estudiosos do tema, mas para todo e qualquer interessado na vida. Sim, porque o envelhecer, como já afirmado, é parte desse processo. Parabenizo, portanto, a todos os que participaram do processo de elaboração desta obra, em especial à sua idealizadora e coordenadora, Professora Doutora Hildeliza Boechat.

Profa. Dra. Débora Gozzo

Categorias
Outros Títulos

Esquizoanálises dos Trópicos – Subjetividades, Ecologias e Modos de Existência no Sul Global

Esquizoanálises dos Trópicos - Subjetividades, Ecologias e Modos de Existência no Sul Global

Organização:
Jailane Devaroop Pereira Matos
Liz Pereira Costa
Thiago César Carvalho dos Santos

Atravessar um portal é experimentar o desconhecido, abrir-se ao novo e permitir-se ser afetado pelo encontro. O I Encontro de Esquizoanálise na UFMG, em 2023, foi um desses momentos: um espaço de contágio, experimentação e reinvenção, onde múltiplas vozes se entrelaçaram para pensar e sentir a produção de saberes e práticas de cuidado em territórios diversos. Este livro é um convite para seguir essas trilhas, desdobrando conceitos, tensionando epistemologias e criando novas formas de existir e resistir. Que novas esquizoanálises podem emergir quando nos deixamos atravessar pelo mundo?

Categorias
Outros Títulos

Esquizoanálises no Brasil – Ressonâncias Estéticas, Clínicas e Políticas em Emergência

Esquizoanálises no Brasil - Ressonâncias Estéticas, Clínicas e Políticas em Emergência

Organização:
Bianca Rodrigues Oliveira
Igor Viana
Tereza Cristina Peixoto

Há momentos em que o mundo nos asfixia – e é preciso inventar frestas, abrir caminhos, respirar outros ares. OI Encontro de Esquizoanálise na UFMG, em 2023, foi um desses momentos: uma tessitura coletiva de desvios, experimentações e desejos de transformação. Neste livro, ressoam as vozes que se agenciaram nesse encontro, atravessando fronteiras entre saberes e territórios, dobrando e desdobrando conceitos, criando novos solos onde antes havia apenas estradas gastas. Como reinventar o comum sem sufocar a diferença? Como produzir política sem aprisioná-la em formas rígidas? Como compor existências que não sejam apenas sobrevivências? Este é um convite para dançar com as incertezas, abrir-se às dissonâncias e fazer vibrar a potência de novos mundos em devir.

Categorias
Outros Títulos

M. Heidegger e a Manualidade-do-mundo (Zuhandenheit): uma leitura do esquecimento do ser na era da técnica

M. Heidegger e a Manualidade-do-mundo (Zuhandenheit): uma leitura do esquecimento do ser na era da técnica

Autor:
Jayme Camargo Da Silva

A presente obra tratará do problema filosófico do conhecimento. Inicialmente, abordará como se dá o acesso às nossas vivências no cotidiano. Em um segundo momento, discutirá os efeitos da “técnica” (tecnologia) no processo de conhecimento envolvido nestas vivências. Tematizará a relação “acesso às vivências – Técnica”, a partir do “manuseio” da nossa existência neste processo. Para tal objetivo, utilizará como matriz teórica o pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger. Em sendo um trabalho de filosofia, estabelecer a Fenomenologia Hermenêutica como paradigma significa definir o método de trabalho. Identificamos a temática, assim, com o desenvolvimento da filosofia heideggeriana. Heidegger investigou, nas “primeiras lições” até “Ser e Tempo” (1927), o modo como o ser humano conhece originariamente o fenômeno de suas vivências. O horizonte destes escritos é dar um passo atrás na relação “sujeito-objeto” como relação fundadora do conhecimento. O ponto culminante destes desenvolvimentos conceituais é a “manualidade-do-mundo” (Zuhandenheit) em “Ser e Tempo”. Esta noção demonstra que no âmbito “ateorético” originário (não mediado cognitivamente pela consciência), por meio da característica de nossa existência de “ser-em”, não há separação entre sujeito e objeto. No referido contexto, é bem verdade, não há que se falar em “sujeito” e “objeto”. Heidegger está trabalhando com o termo alemão Dasein para descrever a existência humana nas vivências da vida. Um objeto predicável qualquer, antes de ser sujeito ou objeto de uma predicação é um ente à mão do Dasein. Isso revela que o Dasein usa instrumentos históricos ao vivenciar as ocupações da época histórica em que existe. Assim, como ganho de “Ser e Tempo”, o filósofo elaborou a temporalidade (Zeitlichkeit) como o sentido do ser. A virada no seu pensamento manifestou como tarefa a investigação da temporalidade como abertura do ser em geral. Há um abandono do ser como conceito transcendental – mesmo enquanto manual do Dasein – para se perscrutar o tempo como abertura histórica de época. Heidegger passa a re-interpretar a história do ocidente a partir da abertura de época que cada princípio metafísico constituiu. Segundo Heidegger, “Ideias” (Platão), “substância” (Aristóteles), “cogito” (Descartes), “eu transcendental” (Kant) e “vontade de poder” (Nietzsche) são os princípios que determinaram o acesso à realidade em cada época da história do ocidente. Com a vontade de poder nietzscheana, o homem chega à “técnica moderna”. Ela constitui-se como o princípio de acesso ao conhecimento da “realidade”. Esta obra demonstrará o fenômeno da “tecnificação das mãos” como consequência da era da Técnica no modo de acesso originário ao conhecimento.