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Transexualidade infantojuvenil: uma análise sobre a autonomia da criança e do adolescente transexual nas decisões sobre o próprio corpo e os limites da autoridade parental

Transexualidade infantojuvenil: uma análise sobre a autonomia da criança e do adolescente transexual nas decisões sobre o próprio corpo e os limites da autoridade parental

Autora:
Caterina Abatemarco Munaier

Não há dúvidas de que uma pessoa com pleno desenvolvimento mental e cognitivo, total amadurecimento corporal e maioridade civil possa decidir sobre o próprio corpo de forma independente e inclusive promover a transição de gênero. No entanto, se para um adulto essa situação é complexa e envolve muitas questões difíceis que requerem suporte multidisciplinar, para uma criança, essa complexidade é ainda maior, desde seu diagnóstico até o momento do tratamento hormonal – e é nesse contexto que se desenvolverá o presente estudo. O problema se agrava quando há divergência entre a vontade dos pais e o desejo dos filhos, seja por “princípio moral”, ideologia, religião ou qualquer outra justificativa. Eis a situação: de um lado está a vontade do menor, seu direito ao próprio corpo, dignidade, integridade física, moral e psicológica, considerando sua imaturidade natural. Há a sua autonomia de vontade, hoje tutelada pelo direito. De outro, os pais e o poder familiar: é dever dos pais de decidir sobre a vida e saúde do filho. A autoridade parental tem novos contornos e não pode desconsiderar que está a tratar da vida de outra pessoa, cuja personalidade deve ser respeitada, deve ser levada em consideração. Questões complexas e novas ao direito, onde a lei não é ainda capaz de responder, mas que a jurisprudência e a doutrina se esforçam para atender. Para compreender o tema, é necessário entender o contexto social das pessoas transexuais, termos e definições utilizados para tratar o assunto, mas, sobretudo, despir-se de qualquer preconceito, pois, é um tema tão sensível quanto seus sujeitos.

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Instituições Financeiras, Fintechs e os diferentes controles de entrada no mercado de crédito

Instituições Financeiras, Fintechs e os diferentes controles de entrada no mercado de crédito

Autora:
Leila Bitencourt Reis da Silva

O leitor interessado em tecnologia e inovação no Sistema Financeiro Nacional tem agora à disposição ilustrativa e interessante obra dedicada ao tema: “Instituições Financeiras, Fintechs e os diferentes controles de entrada no mercado de crédito”. A autora, Leila Bitencourt Reis da Silva, competente e disciplinada, enfrenta o debate da inovação no mercado de crédito pela porta da classificação da categoria Instituição Financeira e pelo risco proporcionado por essas entidades. Fruto do seu doutorado em importante área de estudo idealizada pelo Programa de Pós-graduação da Faculdade de Direito da UFMG – Sistema Financeiro Nacional: Negócios e Regulação –, Leila Bitencourt elabora forte argumento para constatar a falta de uniformidade e equilíbrio regulatório para as novas e diversas entidades criadas recentemente no mercado de crédito, sugerindo a necessidade de um novo desenho regulatório, capaz – de fato – de solucionar problemas de barreiras à entrada no sistema e conferir previsibilidade e harmonização regulatória. Neste momento de verdadeira transformação do mercado de crédito, com o banco tradicional próximo de se constituir em uma plataforma financeira de crédito, entender os atuais gargalos do sistema e se aventurar em novas propostas regulatórias torna-se indispensável para almejar e alcançar as reais potencialidades de inovação no Sistema Financeiro Nacional.

 

Prof. Leandro Novais e Silva

Professor de Direito Econômico da FD/UFMG

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A RIEXDF e a Convenção Mundial de Excelência Jurídica por um país fundado na integridade, bem-estar e cidadania.

A RIEXDF e a Convenção Mundial de Excelência Jurídica por um país fundado na integridade, bem-estar e cidadania

Coordenação:
Fabíola Orlando
Organização:
Leonardo Gomes de Aquino

A RIEX-DF foi criada em 2016 e tem como objetivo principal fomentar a formação de uma rede de sujeitos que possam trocar informações e conhecimentos, desenvolver pesquisas e projetos, bem como estabelecer parcerias para aprimorar os serviços prestados pela Justiça no Distrito Federal (DF). Por isso, a RIEX-DF tem a iniciativa de buscar e promover a cooperação e a integração entre instituições jurídicas nacionais e internacionais com o objetivo de aprimorar a excelência jurídica no DF, situada no Brasil, bem como promover o Direito como uma ciência humana e social, a ser usado para proteger os direitos fundamentais das pessoas e contribuir para o desenvolvimento social. A RIEX-DF é reconhecida como uma das instituições mais respeitadas no âmbito jurídico e social, e tem como objetivo promover a ética e a consciência profissional nas áreas jurídicas e correlatas e contribuir com o fortalecimento da democracia e do Estado de Direito no Brasil. Em vista disso, a RIEX-DF realiza diversas atividades que impactam positivamente a sociedade, tais como: (a) Estímulo à formação e capacitação de profissionais do Direito, de forma a prestar um serviço de qualidade à população; (b) Promoção da cultura jurídica e da justiça social. A Rede busca consolidar o DF como um centro de excelência em pesquisa e formação jurídica, promovendo eventos e congressos, incentivando a publicação de artigos, estudos na área do Direito e nas áreas correlatas e criando espaços de discussão e reflexão sobre temas jurídicos e social. A Rede é politicamente isenta e busca promover a cooperação entre as diversas instituições jurídicas e sociais, nacionais e internacionais, para aprimorar a excelência jurídica. Sem dúvida, o caminhar na leitura do presente livro demonstra o zelo da RIEX-DF na realização das suas atividades e do Congresso, trazendo toda a sua expertise como entidade promovedora da justiça, da igualdade e dos direitos humanos e, quiçá, curioso, para encantar o leitor. Estimada RIEX-DF, concluo a apresentação desta obra com imensa alegria e agradecido pelo convite e, sobretudo, por me proporcionar o aprendizado no lindo papel que a instituição RIEX-DF exerce. Forte abraço, Prof. Leonardo Gomes de Aquino.

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Território Quilombola e a Constituição

Território Quilombola e a Constituição

Autores:
Islane Archanjo Rocha
Raphael Silva Rodrigues

Me honra sobremaneira fazer a apresentação da obra escrita pelos ilustres pesquisadores Islane Archanjo Rocha e Raphael Silva Rodrigues, com o título Território Quilombola e a Constituição.

O tema é alvissareiro em um país que necessita dar efetividade a uma Constituição Federal que completa neste ano de 2023 seus 35 anos.

[…]

Os autores partem de uma metodologia histórico-descritiva para o enquadramento do conceito interdisciplinar e sistêmico de território quilombola, porém, trilhando um caminho inverso à subsunção clássica, ou seja, ao invés de enquadramento fático à norma, propõem um enquadramento conceitual e doutrinário a partir da análise crítica da decisão da Suprema Corte brasileira na ADI 3239, com a consequente conclusão pelo juízo de valor positivo em relação ao resultado de procedência nos autos.

Tal inovação metodológica, propicia ao leitor uma leitura leve e ao mesmo tempo prática, já que alia a doutrina em torno da definição de território quilombola à sua aplicabilidade prática trazida na decisão judicial. Eis o grande desafio.

Neste diapasão, a pesquisa feita pelos autores inaugura a tão desejada objetivação para dar azo à política pública reparadora da nossa triste história escravocrata que permanece em dados estatísticos, quando se verifica que um negro no Brasil tem três vezes mais chances de ser assinado que um branco.

[…]

Assim, vem em boa hora a pesquisa realizada pelos autores, pois inicia um debate conceitual que pode ser o norte para objetivar o conceito de território quilombola sob o aspecto constitucional e, quem sabe, permitir sua aplicabilidade prática para atender os ditames constitucionais.

Boa leitura a todos.

Grégore Moreira de Moura
Desembargador Federal do TRF da 6ª Região.
Ex-Procurador Federal da AGU.
Doutor em Direito Constitucional da UFMG.
Mestre em Ciências Penais da UFMG.

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Direito e Ecologia: Pesquisas do Mestrado Interinstitucional em Direito da Universidade Federal da Bahia

Direito e Ecologia: Pesquisas do Mestrado Interinstitucional em Direito da Universidade Federal da Bahia

Organização:
Julio Cesar de Sá Rocha
Eduardo Lima de Matos
Maria Cleonice Souza Vergne

A publicação Direito e Ecologia: Pesquisas do Mestrado Interinstitucional em Direito da Universidade Federal da Bahia reúne pesquisas do Programa de Pós-Graduação em Direito da UFBA, especialmente de docentes pesquisadores do MINTER Mestrado Interinstitucional com reflexões a partir do campo ambiental e suas relações com o campo jurídico, como indicam os estudos de Pierre Bourdieu sobre os campos, agentes, hierarquias e habitus. O livro reúne intensos debates do componente Direito e Ecologia em meio e após à pandemia da COVID-19, em atividades síncronas e assíncronas durante todo semestre online.

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Direito em Perspectiva

Direito em Perspectiva

Organização:
Leonardo Gomes de Aquino

Em sua essência, o direito é um conceito em constante mudança, consequência da própria condição humana, que precisa ser adaptada e ajustada diariamente, seja em relação à sua posição, critérios e normas de convivência, bem como às novas realidades construídas por grupos humanos e o próprio desenvolvimento do conhecimento científico e tecnológico.

A modernidade trouxe consigo inovações das mais diversas ordens, impactando os institutos jurídicos, com questões que envolvem uma reformulação dos conceitos basilares, assim como uma adequação dos parâmetros normativos da sociedade brasileira.

O intuído da obra “Direito em Perspectiva” é aprofundar os estudos em várias áreas do Direito, sendo possível notar a pertinência dos assuntos abordados, que vão desde a contribuição da Ontopsicologia à Filosofia do Direito no entendimento da natureza humana, aspectos do direito na sociedade de risco, tráfico de pessoas, direito de aborto, efeitos patrimoniais da relação entre amantes, passam também por questões referentes à Open Banking, ao erro judiciário na condenação de inocentes e chegam até pontos como a diferença de reconhecimento entre as situações humanitárias e as motivações do fenômeno, dentre outros extremamente relevantes.

Os temas foram organizados de forma a convidar o leitor a um percurso multidisciplinar que vai muito além de uma simples leitura ou estudo, mas uma inserção dinâmica num caminho de construção contínua do próprio direito, sob o viés de valores existenciais e patrimoniais que a sociedade moderna procura proteger.

Além disso, oportuniza à comunidade jurídica reflexões levadas a efeito com seriedade, competência acadêmica e lucidez, refletindo aprofundamento e problematização do discurso jurídico. 

Assim, convido todos os leitores a conhecerem as proposições teóricas apresentadas nessa obra que reveste-se de inegáveis méritos e qualidades, com alta relevância expositiva e didática, fazendo com que sua leitura e estudo sejam de todo recomendáveis.

Professora Luciana de Castro Bastos 

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TRANSIÇÃO ENERGÉTICA JUSTA E PROTAGONISMO DOS POVOS INDÍGENAS

Transição Energética Justa e Protagonismo dos Povos Indígenas

Organização:
Amanda Teles Marques
Aylla Monteiro De Oliveira
Gildemar da Paixão Trindade

Antes da chegada dos colonizadores, a natureza era nosso lar, onde vivíamos em perfeita harmonia com a floresta e todas as criaturas que nela habitavam. Nós utilizávamos os recursos naturais que a terra nos oferecia, mas sempre com respeito e cuidado. Tudo o que retirávamos era devolvido à terra, permitindo que ela se renovasse e prosperasse novamente.
Com o avanço do sistema econômico baseado no capitalismo, o meio ambiente passou a ser visto como uma matéria-prima explorável, o que resultou em problemas como as mudanças climáticas. Essas mudanças têm causado impactos negativos na Terra, nos ecossistemas e nas comunidades que dependem da natureza.
Uma das alternativas para reduzir esses impactos ambientais é a transição de fontes de energia elétrica que geram carbono, como os combustíveis fósseis, para as chamadas “fontes de energia renovável”, como a energia solar, eólica e hidrelétrica. Essa mudança busca diminuir a emissão de gases de efeito estufa, responsáveis pelo aquecimento global, e seus efeitos prejudiciais.

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Desafios do Direito na Contemporaneidade Vol.5

Desafios do Direito na Contemporaneidade Vol.5

Organizadoras:
Gabriela Maciel Lamounier
Luciana de Castro Bastos
Renata Lourenço Pereira Abrão

O direito nos desafia com certa frequência, seja como operadores, seja como cidadãos, através de mudanças, inovações e reflexões.

Na busca pela efetivação da dignidade, estudos são aprimorados e a aplicação das normas se torna cada vez mais humanizada.

Isso se junta às constantes inovações tecnológicas; à exploração ambiental; às novas configurações familiares; às relações internacionais e mudanças no cenário econômico mundial.

A presente obra, onde o Direito Público e o Direito Privado se encontram, é uma amostra do caminho frequentemente percorrido por estudiosos que se debruçam a inaugurar e propor soluções às demandas contemporâneas e necessárias.

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Análise da Aplicação do Direito Penal nos Crimes Virtuais

Análise da Aplicação do Direito Penal nos Crimes Virtuais

Autor:
Cláudio Rodrigues Araújo

A Internet vem tendo cada vez mais expansão, bem como o número dos seus usuários. A procura por informações, entretenimento, diversão, relacionamento, dentre outras, tais como pesquisas e atualidades são algumas das principais atividades que são advindas por ela. No entanto, certos usufruidores fazem seu emprego de maneira prejudicial, realizando a prática dos crimes virtuais. O Brasil não é possuinte de uma legislação específica acerca da temática, têm-se alguns artigos e leis que terão abordagem no decorrer do trabalho, mas, de antemão, não possuem suficiência para punir os agentes que cometem os crimes virtuais. Dessa forma, o presente trabalho tem como objetivo identificar como é feita a aplicação do Direito Penal aos crimes virtuais, evidenciando as insuficiências de uma legislação em especificidade acerca da temática, por meio de uma pesquisa bibliográfica comparativa em diversas legislações em vigor. Conclui-se que, o Código Penal do país faz a tipificação de várias atuações que possuem enquadramento no ambiente web, entretanto, possui penas brandas e sem suficiência para a coibição da prática desses atos. Com isso, a ausência de uma legislação em especificidade ao cybercrime faz a intensificação da ideia de que a internet é uma terra sem leis. Por fim, é fundamental produzir uma legislação que venha a versar acerca dos crimes cometidos na internet, sendo que, são comuns e trazem para suas vítimas prejuízos reais. Com isso, tendo conhecimento dos resultados advindos dos crimes virtuais, é preciso fazer a criação de uma lei que não mais permita que a internet tenha utilização de maneira que prejudique seus usuários.

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A Inconstitucionalidade do Regime Especial de Pagamento de Precatórios

A Inconstitucionalidade do Regime Especial de Pagamento de Precatórios

Autor:
Lucca Saporito de Souza Pimentel

Este trabalho analisa a legislação brasileira pertinente à execução contra a Fazenda Pública, em especial o cumprimento de obrigação pecuniária imposta judicialmente. Com enfoque nas modificações realizadas pelas Emendas Constitucionais n° 62/2009, 94/2016, 99/2017 e 113/2021, em cotejo com normas fundamentais da Constituição Federal de 1988, interpretadas à luz de entendimentos firmados pelo Supremo Tribunal Federal, na sistemática do controle de constitucionalidade, defendese a inconstitucionalidade do denominado regime especial de pagamento. Para tanto, busca-se compreender o conceito de Fazenda Pública e as razões subjacentes às suas prerrogativas quanto às obrigações pecuniárias, asseguradas pela Constituição e legislação infraconstitucional. Ademais, as modificações introduzidas pelas Emendas Constitucionais sobreditas são objeto de análise, bem como as decisões do Supremo Tribunal Federal no bojo das Ações Diretas de Inconstitucionalidade n° 4.357/DF, 4.425/DF e 5.679/DF. Assim, traçase esboço geral do regime jurídico brasileiro a respeito da execução contra a Fazenda Pública, com afirmação da inconstitucionalidade do que se conhece por “regime especial de pagamento” frente a valores constitucionais do Estado Democrático de Direito, em razão de institutos frontalmente contrários a diversas normas constitucionais e aos direitos fundamentais dos particulares.