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Sustentabilidade e Contas Públicas: Paradigmas Nacionais e Internacionais de Controle

Sustentabilidade e Contas Públicas: Paradigmas Nacionais e Internacionais de Controle

Organização:
Jamile Bergamaschine Mata Diz
Rodrigo Marzano Antunes Miranda
Márcio Luís de Oliveira

O livro “Sustentabilidade e Contas Públicas: Paradigmas Nacionais e Internacionais de Controle” aborda a crucial interseção entre a sustentabilidade e a gestão das contas públicas, destacando a relevância da parceria entre o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) e o Centro de Excelencia Europeu Jean Monnet (CEJM). Essa colaboração se configura como um modelo inovador, promovendo a transparência e a eficiência na administração pública. Ao integrar esforços para fiscalizar e orientar a gestão fiscal, o TCEMG e o CEJM contribuem para a construção de um futuro mais sustentável, alinhado às demandas sociais, políticas, econômicas e ambientais contemporâneas.

A obra explora diferentes paradigmas de controle, tanto em contextos nacionais quanto internacionais, permitindo uma reflexão profunda sobre as melhores práticas na gestão pública sustentável. A parceria entre o TCEMG e o CEJM é apresentada como um exemplo de como a união de forças pode potencializar a capacitação de gestores públicos, promovendo uma cultura de responsabilidade e inovação. Essa sinergia não apenas fortalece o controle social, mas também garante que as políticas públicas estejam em consonância com os princípios da sustentabilidade.

Além disso, o livro analisa os desafios enfrentados na implementação de práticas sustentáveis nas contas públicas, discutindo as estratégias adotadas para superá-los. Dessa forma, “Sustentabilidade e Contas Públicas” se torna uma leitura essencial para gestores, acadêmicos e cidadãos interessados em compreender como o controle das contas públicas pode contribuir para alcançar metas de desenvolvimento sustentável.

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Construções de Gênero e Direito: apontamentos interdisciplinares e críticas situadas

Construções de Gênero e Direito: apontamentos interdisciplinares e críticas situadas

Organização:
Rainer Bonfim
Mariana Barbosa de Souza
Lilia Paula Andrade

Quando o Direito e o Gênero se encontram na academia, emergem dissonâncias teóricas (Scott, 1995) que, por vezes, colocam em questão a própria necessidade dessa aproximação. Essa problematização é constante, especialmente quando pautamos essa temática junto às instâncias universitárias e aos coletivos dos quais fazemos parte. O gênero não pode ser ignorado ou relegado ao esquecimento: ele atravessa a sociedade e as pessoas de forma cotidiana e persistente. O gênero é uma estrutura que não pode ser ignorada. Quando é ignorada denuncia a parcialidade da pesquisa.

Esses incômodos e inquietações impulsionam a estruturar pesquisas que transversalizam as noções de gênero na práxis acadêmica e nos diversos campos. Assim, essa obra propõe-se a questionar a neutralidade do conhecimento científico e construir pesquisas que, em sua maioria, são refenciadas a partir do lócus epistêmico questionando as interfaces do gênero na sociedade contemporânea.

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Letramento Digital Cidadão.jus.br: Uma Proposta Teórico-Principiológica de Efetividade ao Direito Fundamental de Acesso à Justiça Eletrônica

Letramento Digital Cidadão.jus.br: Uma Proposta Teórico-Principiológica de Efetividade ao Direito Fundamental de Acesso à Justiça Eletrônica

Autora:
Leila Maria Tinoco Boechat Ribeiro

Leila Maria Tinoco Boechat Ribeiro não escreveu apenas uma tese. Escreveu também um chamado. Um alerta, em letras acadêmicas, para o risco de construirmos uma Justiça que não seja de fato para todos, sob o disfarce da modernidade. Seu texto não apenas analisa, mas propõe. E propõe com coragem: uma política pública de letramento digital inclusivo, pensado dentro do próprio sistema que, hoje, ainda exclui. […]

Trata-se, sem dúvida, de uma tese que transcende o campo acadêmico. Seu alcance é prático, institucional e ético. Ela convida à reflexão, à revisão de condutas administrativas e, sobretudo, à formulação de políticas públicas capazes de compatibilizar modernização com inclusão — inovação com justiça social.

Como magistrado que já viveu a transição do processo físico ao digital e testemunhou seus efeitos tanto para os operadores do Direito quanto para os jurisdicionados, reconheço nesta obra um instrumento valioso. Que este trabalho inspire gestores, tribunais, pesquisadores e demais profissionais do sistema de Justiça a reafirmarem seu compromisso com a efetividade dos direitos fundamentais em sua dimensão mais concreta: o acesso real, igualitário e humanizado à Justiça!

Fica aqui então um convite ao leitor para entrar em um campo ainda pouco explorado, onde o direito ainda encontra a exclusão digital e precisa, com urgência, construir pontes. Leila nos oferece os pilares. Que estejamos todos dispostos a complementar esta construção!

Rodrigo Reiff Botelho

Juiz Federal – Tribunal Regional Federal da 2ª Região (RJ/ES)

Em anexo, Cartilha Letramento Digital Cidadão.jus.br, texto base para os Cursos de Letramento Digital Cidadão.jus.br, desenvolvida pela autora, durante estágio Pós-doutoral em Direito Processual Civil (UFES), em coautoria com estudantes do Curso de Direito da UNIG (Campus V – Itaperuna-RJ).

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O Trabalho Análogo ao Escravo Na Construção Civil: Uma Análise das Ações Civis Públicas e Ações Trabalhistas Individuais Ajuizadas Entre 2017 e 2024

O Trabalho Análogo ao Escravo Na Construção Civil: Uma Análise das Ações Civis Públicas e Ações Trabalhistas Individuais Ajuizadas Entre 2017 e 2024

Coordenação:
Carlos Henrique Borlido Haddad
Lívia Mendes Moreira Miraglia
Maria Carolina Fernandes Oliveira

Elaborado pela Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da Universidade Federal de Minas Gerais (CTETP/UFMG), esta pesquisa aplicada analisa, com base empírica e metodológica rigorosa, os processos trabalhistas relacionados ao trabalho análogo ao escravo no setor da construção civil brasileiro ajuizados entre 11 de novembro de 2017 (data de início da vigência da Reforma Trabalhista – Lei n.º 13.467/2017) e 31 de dezembro de 2024, disponíveis para consulta pública online nos Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs) de todo o Brasil.

A partir da sistematização e exame das ações civis públicas e ações trabalhistas individuais dentro do escopo previsto, a pesquisa identifica padrões, recorrências e dificuldades estruturais que ainda permeiam o mundo do trabalho nesse segmento produtivo. São examinados, de forma integrada, elementos como o perfil socioeconômico dos trabalhadores afetados, as modalidades de trabalho análogo ao escravo encontradas, a recorrência das principais violações, a natureza das obras de construção civil e os desdobramentos processuais em cada caso.

A pesquisa reafirma o compromisso da CTETP/UFMG com a produção de conhecimento científico aplicado à promoção de direitos humanos e à construção de práticas empresariais socialmente responsáveis. Sustentado em valores de acessibilidade, transparência e justiça social, esta produção científica busca contribuir para o fortalecimento de políticas de compliance e de governança socioambiental, estimulando o diálogo entre a academia, o setor produtivo, o Estado e a sociedade civil na prevenção de violações e na promoção do trabalho decente.

Maria Carolina Fernandes Oliveira

CTETP/UFMG

Novembro de 2025.

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Ativismo Judicial – Análise da Atuação do Stf e a Busca Pela Concretização de Direitos Fundamentais

Ativismo Judicial: Análise da Atuação do Stf e a Busca Pela Concretização de Direitos Fundamentais

Autor:
Thaís Badini Rolim de Paula

O ativismo judicial é um tema amplamente discutido na mídia e na academia, porém seu real significado é sempre negligenciado. Qualificar uma decisão como ativista, sem fundamentos contundentes, resulta em uma discussão abstrata e pouco técnica. Nesse cenário, o presente estudo busca compreender o fenômeno do ativismo judicial desde a sua origem, associado ao judicial review. O primeiro capítulo investiga a gênese do termo, remontando aos anos 40, através da obra de Arthur Schlesinger Jr. e da análise do contexto político nos Estados Unidos. No entanto, também se evidencia que o que hoje é chamado de ativismo judicial já ocorria antes de 1947, como demonstram hard cases decididos pela Suprema Corte americana. Contudo, o primeiro capítulo não esgota o assunto com uma definição precisa e objetiva, o que motiva a investigação realizada no segundo capítulo. Assim, o segundo capítulo explora como o conceito de ativismo judicial, criado nos Estados Unidos, se disseminou globalmente, em grande parte devido à influência da globalização. Através deste capítulo, torna-se evidente que o termo é amplo, permitindo a cada país interpretá-lo conforme sua realidade, mas sempre com o objetivo de proteger direitos e garantias fundamentais. O terceiro capítulo deste estudo tem como objetivo demonstrar como pode-se compreender uma decisão como ativista no contexto brasileiro, explorando as várias dimensões desse fenômeno. Isso proporciona uma perspectiva mais tangível sobre um termo tão amplo, o que leva ao entendimento até mesmo de suas causas. Por outro lado, o quarto capítulo busca explanar como o Supremo Tribunal Federal já atuou de forma ativista para abordar e defender o direito das minorias e a democracia em si. É importante destacar que todos os capítulos se basearam em uma revisão bibliográfica que inclui autores como o Dr. Carlos Alexandre de Azevedo Campos, o Des. Dr. Álvaro Ricardo de Souza Cruz e o Dr. Glauco Salomão Leite.

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Dicionário de Direitos Humanos Vol.3

Dicionário de Direitos Humanos Vol.3

Organização:
Isadora de Oliveira Costa e Silva
José Luiz Quadros de Magalhães
Lucas de Alvarenga Gontijo
Mariana Ferreira Bicalho

Esta obra foi organizada pelo Núcleo Redes de Direitos Humanos do Programa de Pós-Graduação em Direito da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, que tem como propósito contribuir para a efetivação dos Direitos Humanos em Minas Gerais, promovendo a produção de conhecimento e o desenvolvimento de ações conjuntas com entidades governamentais e não governamentais que atuam na proteção e promoção de direitos.

Este volume constitui o terceiro Dicionário de Direitos Humanos produzido e disponibilizado gratuitamente pelo Redes. A coleção tem como finalidade induzir reflexões e dar visibilidade a temáticas relevantes no campo dos Direitos Humanos, sob uma perspectiva comprometida com a realidade brasileira e latino-americana. Nesta edição, o tema central foi “Direitos em Disputa: Memória, Justiça e Reparação no Brasil Contemporâneo” e propõe um diálogo entre memória, história, democracia, participação, soberania, violências e reparações, retomando alguns assuntos tratados em edições anteriores e introduzindo novas abordagens e problematizações.

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Teses Jurídicas para a Defesa dos Atingidos pela Mineração – Vol 1

Teses Jurídicas para a Defesa dos Atingidos pela Mineração - Vol 1

Organização:
Maria Fernanda Salcedo Repolês
João Vinícius dos Santos
Caio Cremasco Ciccone

Este livro foi idealizado nas andanças e escutas, nos trabalhos e ações de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas pela Plataforma Áporo, vinculada ao Programa Polos de Cidadania da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Conta com o fomento do CNPq, por meio do Programa de Bolsa Produtividade, e da Pró-reitoria de Extensão da UFMG. Ele reúne a produção e aprendizado acumulado na defesa jurídica de atingidos pela mineração, por meio da pesquisa, da extensão, inovação e ensino; das práticas advocatícias ou jurídicas, de outra natureza; das ações de militância social e política; e das experiências na condição de atingido. Para nós, organizadores, esta obra representa uma tentativa de construir pontes entre conhecimento acadêmico e as diversas experiências de resistência diante da mineração predatória, que submetem vidas humanas e não humanas a crimes socioambientais. Nosso compromisso é megafonizar as vozes dos diferentes modos de saber, para além dos muros da universidade. Este livro é o primeiro da serie Teses Jurídicas para Defesa dos Atingidos pela Mineração, do selo Editorial Polos de Cidadania.

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Direito e Saude Em Diálogo Transdisciplinar

Direito e Saude Em Diálogo Transdisciplinar

Organizadoras:
Hildeliza Boechat
Karla de Mello Silva

A obra Direito e Saúde em Diálogo Transdisciplinar reúne estudos que exploram temas fundamentais da interface entre o Direito, a Bioética e as Ciências da Saúde, oferecendo ao leitor reflexões atuais e relevantes sobre questões que desafiam a prática jurídica e os sistemas de cuidado em saúde. Com abordagem crítica e sensível, os capítulos aqui apresentados lançam luz sobre dilemas éticos e jurídicos complexos, convidando à reflexão sobre os limites da autonomia, as formas de proteção da dignidade humana e os impactos das transformações tecnológicas no campo da saúde humana. […]

 

A leitura desta obra convida a pensar para além do jurídico estrito, abrindo espaço para reflexões transdisciplinares que reconhecem a densidade dos sujeitos, dos vínculos e das decisões que atravessam o campo da saúde. Em tempos de transformações aceleradas, esta coletânea propõe uma escuta mais atenta, uma ação mais ética e uma teoria mais comprometida com a dignidade humana.

Muriaé,

Primavera de 2025.

Alinne Arquette

Juíza de Direito Titular da 4ª Vara Cível da Comarca de Muriaé – MG

Doutora em Cognição e Linguagem – UENF

Mestra em Direito Civil – UERJ

Especialista em Gestão Judiciária – UnB

Bacharela em Direito – UFV

Membro do BRASILCON, IBERC, GEPBiDH.

 

 

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Privacidade e Algoritmos: Implicações da IA no Direito à Explicação

Privacidade e Algoritmos: Implicações da IA no Direito à Explicação

Autora:
Elis Cristina Nogueira Xavier

Esta obra analisa o direito à explicação como instrumento fundamental para a proteção dos direitos dos titulares de dados no contexto das decisões automatizadas, examinando sua fundamentação legal, alcance e mecanismos de efetivação no ordenamento jurídico brasileiro. A investigação parte da premissa de que, diante da crescente implementação de sistemas de IA em processos decisórios automatizados, torna-se imperativa a existência de mecanismos que garantam transparência e accountability algorítmica. O estudo reconstrói a evolução histórica da proteção de dados no Brasil, desde as primeiras previsões no CDC até a consolidação de um marco regulatório mais abrangente com a LGPD. A análise comparativa entre o modelo europeu (GDPR) e o brasileiro (LGPD) permite identificar convergências e particularidades na abordagem regulatória do direito à explicação, evidenciando como a flexibilidade da norma brasileira, embora permita maior adaptabilidade às transformações tecnológicas, demanda uma interpretação sistemática e teleológica para sua implementação. A pesquisa examina o precedente paradigmático do Superior Tribunal de Justiça sobre sistemas de credit scoring (REsp nº 1.419.697/RS), que estabeleceu importantes parâmetros para o equilíbrio entre necessidades comerciais e proteção dos direitos dos titulares de dados. Este julgamento antecipou discussões posteriormente incorporadas pela LGPD, como transparência algorítmica e direito à explicação. No âmbito da responsabilidade civil, identifica-se uma necessária evolução dos conceitos tradicionais para abarcar as especificidades das decisões automatizadas. A investigação demonstra que a explicabilidade emerge não apenas como um direito do titular, mas também como um dever do controlador, configurando-se como elemento essencial para a determinação de responsabilidades e para a própria legitimidade dos sistemas automatizados. Conclui-se que a aplicação do direito à explicação depende da implementação coordenada de medidas técnicas e jurídicas, incluindo o desenvolvimento de sistemas tecnicamente explicáveis, a adoção de práticas de governança adequadas e o estabelecimento de mecanismos regulatórios que equilibrem transparência e inovação. O estudo contribui para o debate sobre a regulação da IA ao propor uma abordagem integrada que reconhece tanto as limitações técnicas quanto as exigências legais e éticas envolvidas na explicabilidade de sistemas automatizados.

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Estado e desenvolvimento: perspectivas contemporâneas internacionais e brasileiras: vol. II

Estado e desenvolvimento: perspectivas contemporâneas internacionais e brasileiras: vol. II

Organização:
Luiz César Silva
Thiago Ferreira Almeida

“O segundo volume do livro “Estado e Desenvolvimento” é uma expansão muito bem-vinda para contextualizar os novos tempos de protecionismo comercial e as repercussões de uma globalização ao revés. 

Analisar um fenômeno não linear é uma tarefa árdua, e a presente obra cumpre essa função com maestria. Um estudo detalhado, em formato Open Access, garante que estudantes e profissionais interessados no tema possam utilizar este livro como um guia prático para entender melhor os desafios contemporâneos.

Para além do contexto internacional, o estudo aborda um panorama deveras relevante para o Brasil: as relações comerciais no eixo Sul-Sul. É crucial compreender como esses mercados estão se configurando e qual é o potencial de construir um novo paradigma de desenvolvimento centrado no Sul Global. 

A obra não se limita a análises eurocêntricas e inclui debate destinado à discussão do desenvolvimento na América Latina, Ásia e África, o que apresenta um diferencial metodológico relevante a contribuir nas discussões econômicas e jurídicas em âmbito internacional.”

Agatha Brandão Pesquisadora

Sênior na Universidade de Lucerna, Suíça