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Teses Jurídicas para a Defesa dos Atingidos pela Mineração – Vol 1

Teses Jurídicas para a Defesa dos Atingidos pela Mineração - Vol 1

Organização:
Maria Fernanda Salcedo Repolês
João Vinícius dos Santos
Caio Cremasco Ciccone

Este livro foi idealizado nas andanças e escutas, nos trabalhos e ações de pesquisa, ensino e extensão desenvolvidas pela Plataforma Áporo, vinculada ao Programa Polos de Cidadania da Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais. Conta com o fomento do CNPq, por meio do Programa de Bolsa Produtividade, e da Pró-reitoria de Extensão da UFMG. Ele reúne a produção e aprendizado acumulado na defesa jurídica de atingidos pela mineração, por meio da pesquisa, da extensão, inovação e ensino; das práticas advocatícias ou jurídicas, de outra natureza; das ações de militância social e política; e das experiências na condição de atingido. Para nós, organizadores, esta obra representa uma tentativa de construir pontes entre conhecimento acadêmico e as diversas experiências de resistência diante da mineração predatória, que submetem vidas humanas e não humanas a crimes socioambientais. Nosso compromisso é megafonizar as vozes dos diferentes modos de saber, para além dos muros da universidade. Este livro é o primeiro da serie Teses Jurídicas para Defesa dos Atingidos pela Mineração, do selo Editorial Polos de Cidadania.

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Direito e Saude Em Diálogo Transdisciplinar

Direito e Saude Em Diálogo Transdisciplinar

Organizadoras:
Hildeliza Boechat
Karla de Mello Silva

A obra Direito e Saúde em Diálogo Transdisciplinar reúne estudos que exploram temas fundamentais da interface entre o Direito, a Bioética e as Ciências da Saúde, oferecendo ao leitor reflexões atuais e relevantes sobre questões que desafiam a prática jurídica e os sistemas de cuidado em saúde. Com abordagem crítica e sensível, os capítulos aqui apresentados lançam luz sobre dilemas éticos e jurídicos complexos, convidando à reflexão sobre os limites da autonomia, as formas de proteção da dignidade humana e os impactos das transformações tecnológicas no campo da saúde humana. […]

 

A leitura desta obra convida a pensar para além do jurídico estrito, abrindo espaço para reflexões transdisciplinares que reconhecem a densidade dos sujeitos, dos vínculos e das decisões que atravessam o campo da saúde. Em tempos de transformações aceleradas, esta coletânea propõe uma escuta mais atenta, uma ação mais ética e uma teoria mais comprometida com a dignidade humana.

Muriaé,

Primavera de 2025.

Alinne Arquette

Juíza de Direito Titular da 4ª Vara Cível da Comarca de Muriaé – MG

Doutora em Cognição e Linguagem – UENF

Mestra em Direito Civil – UERJ

Especialista em Gestão Judiciária – UnB

Bacharela em Direito – UFV

Membro do BRASILCON, IBERC, GEPBiDH.

 

 

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Privacidade e Algoritmos: Implicações da IA no Direito à Explicação

Privacidade e Algoritmos: Implicações da IA no Direito à Explicação

Autora:
Elis Cristina Nogueira Xavier

Esta obra analisa o direito à explicação como instrumento fundamental para a proteção dos direitos dos titulares de dados no contexto das decisões automatizadas, examinando sua fundamentação legal, alcance e mecanismos de efetivação no ordenamento jurídico brasileiro. A investigação parte da premissa de que, diante da crescente implementação de sistemas de IA em processos decisórios automatizados, torna-se imperativa a existência de mecanismos que garantam transparência e accountability algorítmica. O estudo reconstrói a evolução histórica da proteção de dados no Brasil, desde as primeiras previsões no CDC até a consolidação de um marco regulatório mais abrangente com a LGPD. A análise comparativa entre o modelo europeu (GDPR) e o brasileiro (LGPD) permite identificar convergências e particularidades na abordagem regulatória do direito à explicação, evidenciando como a flexibilidade da norma brasileira, embora permita maior adaptabilidade às transformações tecnológicas, demanda uma interpretação sistemática e teleológica para sua implementação. A pesquisa examina o precedente paradigmático do Superior Tribunal de Justiça sobre sistemas de credit scoring (REsp nº 1.419.697/RS), que estabeleceu importantes parâmetros para o equilíbrio entre necessidades comerciais e proteção dos direitos dos titulares de dados. Este julgamento antecipou discussões posteriormente incorporadas pela LGPD, como transparência algorítmica e direito à explicação. No âmbito da responsabilidade civil, identifica-se uma necessária evolução dos conceitos tradicionais para abarcar as especificidades das decisões automatizadas. A investigação demonstra que a explicabilidade emerge não apenas como um direito do titular, mas também como um dever do controlador, configurando-se como elemento essencial para a determinação de responsabilidades e para a própria legitimidade dos sistemas automatizados. Conclui-se que a aplicação do direito à explicação depende da implementação coordenada de medidas técnicas e jurídicas, incluindo o desenvolvimento de sistemas tecnicamente explicáveis, a adoção de práticas de governança adequadas e o estabelecimento de mecanismos regulatórios que equilibrem transparência e inovação. O estudo contribui para o debate sobre a regulação da IA ao propor uma abordagem integrada que reconhece tanto as limitações técnicas quanto as exigências legais e éticas envolvidas na explicabilidade de sistemas automatizados.

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Estado e desenvolvimento: perspectivas contemporâneas internacionais e brasileiras: vol. II

Estado e desenvolvimento: perspectivas contemporâneas internacionais e brasileiras: vol. II

Organização:
Luiz César Silva
Thiago Ferreira Almeida

“O segundo volume do livro “Estado e Desenvolvimento” é uma expansão muito bem-vinda para contextualizar os novos tempos de protecionismo comercial e as repercussões de uma globalização ao revés. 

Analisar um fenômeno não linear é uma tarefa árdua, e a presente obra cumpre essa função com maestria. Um estudo detalhado, em formato Open Access, garante que estudantes e profissionais interessados no tema possam utilizar este livro como um guia prático para entender melhor os desafios contemporâneos.

Para além do contexto internacional, o estudo aborda um panorama deveras relevante para o Brasil: as relações comerciais no eixo Sul-Sul. É crucial compreender como esses mercados estão se configurando e qual é o potencial de construir um novo paradigma de desenvolvimento centrado no Sul Global. 

A obra não se limita a análises eurocêntricas e inclui debate destinado à discussão do desenvolvimento na América Latina, Ásia e África, o que apresenta um diferencial metodológico relevante a contribuir nas discussões econômicas e jurídicas em âmbito internacional.”

Agatha Brandão Pesquisadora

Sênior na Universidade de Lucerna, Suíça

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Direito, Mineração e Meio Ambiente: Debates Contemporâneos

Direito, Mineração e Meio Ambiente: Debates Contemporâneos

Organizadores:
Leonardo Alves Correa
Thiago Passos de Castro e Santos

Mineração e meio ambiente convivem em uma relação tensa e, ao mesmo tempo, indissociável. Se por um lado a mineração é fonte de transformações profundas no território, por outro é também a base material de tudo o que sustenta a vida contemporânea, da energia e mobilidade às tecnologias digitais que definem o nosso tempo. Nenhuma sociedade moderna existe sem minerais, e a transição ecológica, voltada à construção de uma economia de baixo carbono, depende justamente dos minerais críticos e estratégicos.

É desse paradoxo, entre necessidade e limite, riqueza e impacto, que nasce o EcoJusLab, Laboratório de Direito da Mineração e Recursos Naturais da Faculdade de Direito da UFMG. O laboratório surge como um espaço de pesquisa e diálogo público dedicado a compreender o papel do complexo mineral-industrial na transição ecológica e nos caminhos do desenvolvimento brasileiro.

Esta obra coletiva, Direito, Mineração e Meio Ambiente: Debates Contemporâneos, reúne pesquisadoras e pesquisadores comprometidos em pensar criticamente o futuro da mineração sob uma perspectiva que integra economia, ambiente e sociedade. Trata-se de uma proposta de reflexão interdisciplinar e de construção de uma nova cultura jurídica, comprometida em reconhecer a centralidade dos recursos minerais e em afirmar que o verdadeiro desenvolvimento nasce de uma mineração eticamente orientada para o território e o meio ambiente.

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Perspectivas e atualidades no Direito

Perspectivas e atualidades no Direito

Organizadora:
Leide Jane Macedo da Silva

Esta coletânea de artigos nasce do esforço conjunto de pesquisadores, professores e profissionais do Direito que, movidos pelo compromisso com a produção científica de qualidade, reuniram aqui reflexões que dialogam diretamente com os desafios contemporâneos do mundo jurídico. Em um cenário em marcado por novas tecnologias, mudanças sociais profundas e a exigência de respostas jurídicas mais eficientes e humanizadas, cada texto presente nesta obra se propõe a iluminar questões relevantes, tensionar entendimentos consolidados e contribuir para o avanço do pensamento crítico.

Os artigos reunidos percorrem diferentes áreas e enfoques, mas compartilham uma característica essencial: a busca pela compreensão aprofundada dos fenômenos jurídicos que moldam a vida em sociedade. A pluralidade de perspectivas é, sem dúvida, uma das maiores contribuições da obra, pois permite que o leitor se aproxime de múltiplas interpretações e amplie seu repertório crítico.

Mais do que um compêndio de textos, esta coletânea representa um espaço de diálogo. Diálogo entre gerações acadêmicas, entre áreas distintas do Direito, entre a pesquisa tradicional e as novas abordagens que emergem diante das transformações sociais e tecnológicas. Ao promover esse encontro de ideias, a obra reafirma a importância da interdisciplinaridade, da pesquisa comprometida e do debate qualificado como pilares para o fortalecimento das instituições jurídicas e para a formação de profissionais mais conscientes e preparados.

Que esta leitura inspire novas pesquisas, provoque questionamentos, estimule debates e contribua para a construção de uma prática jurídica mais reflexiva, ética e conectada com as demandas da sociedade contemporânea. A cada leitor, desejamos que esta coletânea sirva como fonte de aprendizado, inspiração e, sobretudo, como convite permanente ao pensamento crítico.

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A Efetividade das Ações do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH)

A Efetividade das Ações do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH)

Autor:
Ana Paula Santos Diniz

Entre o Direito e a Rua: a dignidade em questão

A Constituição Federal consagra a dignidade da pessoa humana como fundamento da República. Mas o que significa, na prática, ser digno em um país onde milhares de pessoas vivem nas ruas, sem moradia, sem reconhecimento e sem voz? Neste livro, Ana Paula Santos Diniz investiga a atuação do Centro Nacional de Defesa dos Direitos Humanos da População em Situação de Rua e dos Catadores de Materiais Recicláveis (CNDDH), analisando sua capacidade de efetivar direitos fundamentais e promover o reconhecimento de um dos grupos mais invisibilizados da sociedade brasileira. Inspirada nas teorias de Miracy Barbosa de Sousa Gustin e Nancy Fraser, a autora articula reflexão teórica e pesquisa empírica para compreender como o Direito pode (ou não) alcançar aqueles que vivem à margem do Estado e da cidade. Com sensibilidade e rigor, o texto ultrapassa os limites da pesquisa acadêmica e propõe uma leitura humanizadora do Direito — não como aparato de controle, mas como linguagem de acolhimento e instrumento de emancipação.

“Efetivar direitos é reconhecer existências.”

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Tráfico de Pessoas: Uma perspectiva latino-americana

Tráfico de Pessoas: Uma perspectiva latino-americana

Organização:
Lívia Mendes Moreira Miraglia
Carlos Henrique Borlido Haddad
Giovana Paula Ramos Silveira Leite

O tráfico de pessoas é fenômeno criminal que ocorre em âmbito doméstico e internacional, aquele com mais frequência do que este, muito embora o segundo ganhe mais notoriedade do que o primeiro. Essa característica dúplice levou à elaboração deste estudo. Explica-se. Conhecer a normatização existente, em Estados da América Latina, sobre o tráfico de pessoas fornece variadas dimensões de como o tema tem sido regulamentado no nível interno. Por outro lado, cada um dos países soberanos pode ser origem e destino de vítimas de tráfico, uns destacando-se mais do que outros. São duas dimensões que se conectam seja pela identidade da legislação interna criada para coibir o crime, seja pela necessidade de se unir esforços para prevenir e reprimir as infrações praticadas dentro e fora do território nacional.

Desde 1927, a Liga das Nações destacava que “o principal remédio para prevenir o tráfico é aumentar a consciência, a cooperação internacional, a criminalização da infração e a contribuição da sociedade civil. Além disso, a opinião pública tem sido vista como fator importante por trás do sucesso na luta contra o tráfico” (League of Nations. Report of the special body of experts. Traffic in women and children. Part. I. Geneva, 1927, p. 167).

Parece que nada mudou dada a atualidade das conclusões firmadas na década de 1920. Mas se nota que muitos avanços advieram, como se perceberá pela leitura que ora se apresenta. O leitor verá como Estados da América do Sul e Central têm lidado com o tema, ora criminalizando condutas, ora estabelecendo políticas públicas, por vezes prevendo boas práticas. O estudo comparativo realizado tem a pretensão de servir como instrumento de difusão de medidas que se revelaram exitosas no enfrentamento ao tráfico de pessoas, ao mesmo tempo em que procura mostrar como questões aparentemente similares recebem regulamentação dotada de peculiaridades e que podem ser referência para outros Estados.

Espera-se que, ao final, a viagem que se fará pela América Latina, exibindo a triste realidade de crime que se espalha sem limites fronteiriços, também traga as muitas virtudes que Estados, instituições e pessoas estão construindo por meio de programas e políticas voltados à proteção da vítima e à repressão do delito.

 

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Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas no Oeste do Pará: Diagnósticos e Estratégias de Justiça para Povos Indígenas

Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas no Oeste do Pará: Diagnósticos e Estratégias de Justiça para Povos Indígenas

Organização:
Carlos Henrique Borlido Haddad
Lívia Mendes Moreira Miraglia
Judith Costa Vieira

O presente relatório é fruto de um esforço coletivo voltado à promoção dos direitos humanos e ao enfrentamento do trabalho análogo à escravidão no estado do Pará. Elaborado pela Clínica de Trabalho Escravo e Tráfico de Pessoas da UFMG, no âmbito do projeto “Delivering legal assistance to reduce modern slavery in Belém do Pará”, do Foreign, Commonwealth and Development Office do Governo do Reino Unido, no bojo do Human Rights Magna Carta / John Bunyan Fund Programming, este trabalho só se tornou possível graças ao diálogo constante e à colaboração de instituições, lideranças e comunidades locais.

Mais do que apresentar os resultados da pesquisa e das visitas técnicas, este relatório busca contribuir para a construção de respostas conjuntas e articuladas com a atuação de universidades e organizações que já desempenham papel central na região, em especial a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) e Universidade Federal do Pará (UFPA). Ao somar-se a essas iniciativas, o projeto pretende ser complementar, ampliando diagnósticos e fortalecendo redes de proteção e de acesso à justiça para povos indígenas e comunidades tradicionais.

Destacamos, em particular, o papel do Núcleo de Assessoria Jurídica Universitária Popular – Najup-Cabano da UFOPA, coordenado pela Professora Judith Costa Vieira, cuja atuação se pauta na escuta qualificada e no compromisso com os povos originários e comunidades tradicionais do Baixo Tapajós.

A experiência do NAJUP demonstra que a assistência jurídica, para além do direito positivado, deve ser atravessada pela valorização dos saberes ancestrais, pelo reconhecimento das estratégias de resistência locais e pelo respeito às formas próprias de organização política e social das comunidades. Essa capilaridade territorial e essa sensibilidade cultural são elementos indispensáveis para qualquer política ou projeto voltados à justiça social e ambiental que se pretenda efetivo.

Nenhum percurso de pesquisa se realiza de forma isolada. A construção do conhecimento exige diálogo constante e abertura para aprender com aqueles que generosamente compartilham seus saberes. Nesse sentido, a pesquisa aqui apresentada só foi possível graças à generosidade com que a Comunidade Munduruku Taquara nos acolheu e abriu suas portas, possibilitando não apenas a realização deste trabalho, mas também a construção de vínculos e aprendizados que transcendem os limites da pesquisa.

Esse processo de escuta e convivência reforça que a produção acadêmica adquire sentido mais pleno quando se articula a diferentes perspectivas de mundo e reconhece a legitimidade de epistemologias diversas. Cabe, portanto, registrar agradecimentos específicos ao Professor Abimael Munduruku e Rosimary Munduruku, que contribuíram de maneira decisiva para a organização da visita de campo e para a mediação de diálogos fundamentais. De modo especial, ao Tuxaua Leonardo Munduruku e à sua esposa, Joelma Munduruku, cuja hospitalidade e atenção ultrapassaram o acolhimento formal e se converteram em momentos de escuta generosa e aprendizado mútuo.

Da mesma forma, nosso reconhecimento e agradecimento à Professora Arlete Munduruku, que, ao lado de tantos outros, sustenta com coragem e dedicação o trabalho de educar as crianças e de preservar os saberes do povo Munduruku, legando às novas gerações a força de sua memória e identidade coletiva. O reconhecimento a essas contribuições não se limita ao registro de agradecimento, mas evidencia a dimensão fundamental que tais presenças tiveram na própria construção deste trabalho.

Ao publicarmos este trabalho, reafirmamos que o combate ao trabalho escravo contemporâneo e a promoção do trabalho decente exigem mais do que diagnósticos: requerem proximidade, respeito e reconhecimento dos saberes que emergem do território. Que este relatório inspire novas ações colaborativas, consolidando a convicção de que a justiça social e ambiental só será alcançada se construída com, e não para, as comunidades que habitam e protegem a Amazônia.

Esperamos que este relatório possa servir como subsídio para novas ações de pesquisa, extensão e incidência política, reforçando a necessidade de parcerias institucionais e do protagonismo das comunidades indígenas e locais na defesa de seus direitos. Que este seja, portanto, mais um passo no fortalecimento das redes que trabalham, de forma integrada, pela erradicação do trabalho escravo contemporâneo e pela valorização dos povos amazônidas.

Lívia Mendes Moreira Miraglia

Judith Costa Vieira

 

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A Autocomposição como Paradigma de Justiça: Diálogos entre Direitos, Sociedade e Resistência Democrática

A Autocomposição como Paradigma de Justiça: Diálogos entre Direitos, Sociedade e Resistência Democrática

Organização:
Rafael Soares Duarte de Moura
Richardson Xavier Brant
Vitória Dreide Xavier Araújo Silva

A obra A Autocomposição como Paradigma de Justiça: diálogos entre direitos, sociedade e resistência democrática reúne pesquisas que exploram os caminhos possíveis para um sistema de justiça mais inclusivo, dialógico e transformador. Em um cenário marcado pela morosidade processual, pela judicialização excessiva e pela permanência de desigualdades estruturais, os métodos autocompositivos são apresentados não apenas como alternativas procedimentais, mas como instrumentos políticos e sociais de democratização e resistência.

Os capítulos transitam entre análises teóricas e empíricas, examinando desde a atuação dos CEJUSCs no Norte de Minas até os desafios do analfabetismo digital, da judicialização da saúde e das novas configurações familiares. A obra contempla, ainda, reflexões sobre gênero, raça, violência estrutural, discursos de ódio e práticas educativas emancipatórias, compondo um mosaico que articula direito, sociedade e cidadania.

Com contribuições de pesquisadores e pesquisadoras de diferentes áreas, o livro oferece ao leitor um panorama sofisticado e plural sobre a autocomposição, reafirmando-a como paradigma essencial para enfrentar as tensões democráticas contemporâneas e para construir uma justiça mais acessível, humana e plural.

Trata-se, assim, de uma referência indispensável para acadêmicos, profissionais do direito, formuladores de políticas públicas e todos aqueles que acreditam na potência do diálogo como fundamento de uma nova gramática da justiça.