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Esquizoanálises no Brasil – Ressonâncias Estéticas, Clínicas e Políticas em Emergência

Esquizoanálises no Brasil - Ressonâncias Estéticas, Clínicas e Políticas em Emergência

Organização:
Bianca Rodrigues Oliveira
Igor Viana
Tereza Cristina Peixoto

Há momentos em que o mundo nos asfixia – e é preciso inventar frestas, abrir caminhos, respirar outros ares. OI Encontro de Esquizoanálise na UFMG, em 2023, foi um desses momentos: uma tessitura coletiva de desvios, experimentações e desejos de transformação. Neste livro, ressoam as vozes que se agenciaram nesse encontro, atravessando fronteiras entre saberes e territórios, dobrando e desdobrando conceitos, criando novos solos onde antes havia apenas estradas gastas. Como reinventar o comum sem sufocar a diferença? Como produzir política sem aprisioná-la em formas rígidas? Como compor existências que não sejam apenas sobrevivências? Este é um convite para dançar com as incertezas, abrir-se às dissonâncias e fazer vibrar a potência de novos mundos em devir.

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M. Heidegger e a Manualidade-do-mundo (Zuhandenheit): uma leitura do esquecimento do ser na era da técnica

M. Heidegger e a Manualidade-do-mundo (Zuhandenheit): uma leitura do esquecimento do ser na era da técnica

Autor:
Jayme Camargo Da Silva

A presente obra tratará do problema filosófico do conhecimento. Inicialmente, abordará como se dá o acesso às nossas vivências no cotidiano. Em um segundo momento, discutirá os efeitos da “técnica” (tecnologia) no processo de conhecimento envolvido nestas vivências. Tematizará a relação “acesso às vivências – Técnica”, a partir do “manuseio” da nossa existência neste processo. Para tal objetivo, utilizará como matriz teórica o pensamento do filósofo alemão Martin Heidegger. Em sendo um trabalho de filosofia, estabelecer a Fenomenologia Hermenêutica como paradigma significa definir o método de trabalho. Identificamos a temática, assim, com o desenvolvimento da filosofia heideggeriana. Heidegger investigou, nas “primeiras lições” até “Ser e Tempo” (1927), o modo como o ser humano conhece originariamente o fenômeno de suas vivências. O horizonte destes escritos é dar um passo atrás na relação “sujeito-objeto” como relação fundadora do conhecimento. O ponto culminante destes desenvolvimentos conceituais é a “manualidade-do-mundo” (Zuhandenheit) em “Ser e Tempo”. Esta noção demonstra que no âmbito “ateorético” originário (não mediado cognitivamente pela consciência), por meio da característica de nossa existência de “ser-em”, não há separação entre sujeito e objeto. No referido contexto, é bem verdade, não há que se falar em “sujeito” e “objeto”. Heidegger está trabalhando com o termo alemão Dasein para descrever a existência humana nas vivências da vida. Um objeto predicável qualquer, antes de ser sujeito ou objeto de uma predicação é um ente à mão do Dasein. Isso revela que o Dasein usa instrumentos históricos ao vivenciar as ocupações da época histórica em que existe. Assim, como ganho de “Ser e Tempo”, o filósofo elaborou a temporalidade (Zeitlichkeit) como o sentido do ser. A virada no seu pensamento manifestou como tarefa a investigação da temporalidade como abertura do ser em geral. Há um abandono do ser como conceito transcendental – mesmo enquanto manual do Dasein – para se perscrutar o tempo como abertura histórica de época. Heidegger passa a re-interpretar a história do ocidente a partir da abertura de época que cada princípio metafísico constituiu. Segundo Heidegger, “Ideias” (Platão), “substância” (Aristóteles), “cogito” (Descartes), “eu transcendental” (Kant) e “vontade de poder” (Nietzsche) são os princípios que determinaram o acesso à realidade em cada época da história do ocidente. Com a vontade de poder nietzscheana, o homem chega à “técnica moderna”. Ela constitui-se como o princípio de acesso ao conhecimento da “realidade”. Esta obra demonstrará o fenômeno da “tecnificação das mãos” como consequência da era da Técnica no modo de acesso originário ao conhecimento.

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Teses

Teses

Autores:
Felipe Martins Pinto | Paula Brener | Gabriella Damasceno | Letícia Junger | Rafael Santos Soares | Rebeca Correia | Rodrigo Xavier | Arnaldo Campagnani

A obra “Teses” representa, a um só tempo, um olhar sobre a história do escritório e a oportunidade de partilhar nossa visão institucional de advocacia, a partir da difusão do produto de estudos, análises e reflexões de nossa equipe, cujo resultado são teses com alto impacto de transformação e influência, testadas em casos concretos e que geraram resultados positivos.

Após mais de 20 anos de experiência em advocacia criminal, consolidamos nossa atuação em casos de alta complexidade, envolvendo pessoas naturais e jurídicas, atendendo às demandas de nossos clientes, tanto nas esferas processual e pré-processual, quanto no suporte estratégico preventivo e organizacional.

A conjugação da experiência prática e da excelência técnica com a reconhecida densidade acadêmica de nossa equipe permitem a construção de estratégias processuais e negociais inovadoras e eficazes.

Este livro possui 53 textos que correspondem a teses utilizadas em petições do escritório, todas anonimizadas para preservar a imagem de clientes e demais envolvidos nos casos, mas que contêm a íntegra dos fundamentos utilizados.

A publicação desta obra se posiciona no cerne da cultura do escritório e, em primeiro lugar, registra o trabalho conjunto da equipe na produção de teses originais, com rigor técnico, com qualidade acadêmica e de alto impacto na obtenção de resultados favoráveis.

Além disso, o livro desempenha papel social relevante ao propiciar, sem ônus, a consulta livre à versão digital disponibilizada no sítio eletrônico do escritório, além de oportunizar o acesso a volumes físicos distribuídos a bibliotecas de faculdades de direito, de modo a oferecer uma contribuição para a formação de estudantes e advogados, principalmente, aqueles economicamente vulneráveis.

Desejamos que nosso projeto fomente reflexões e contribua para o aperfeiçoamento da aplicação do Direito, reforçando com essa obra o compromisso do escritório com a democratização do saber jurídico denso, qualificado e com impacto na prática.

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O Lusitano e o Outro na Amazônia do Século XVIII

O Lusitano e o Outro na Amazônia do Século XVIII

Autor:
Daniel Antonio de Aquino Neto

A capa do livro tem seis telas de Albert Eckhout durante a ocupação holandesa. As obras são (sentido horário): Índio tapuia, Guerreiro negro, Mulato, Mulher tupi com criança, Índia tapuia, Mulher tupi com criança e Mameluca. Elas mostram etapas civilizacionais do negro e indígena. Índio tapuia e Guerreiro negro retratam dois homens que tanto pelos trajes quanto pelas armas se contrapõem ao Mulato, o qual é um produto colonial na miscigenação, vestes e arma de fogo. O mulato armado era útil na medida em que seu arcabuz era empregado em prol do domínio metropolitano e tal lealdade era conquistada na medida em que seu sangue e cultura se diluíam na do colonizador. O negro e o indígena estão em ambiente natural enquanto que o mulato está à frente de um canavial e com navios ao fundo. As figuras femininas representam a mesma coisa, embora de maneira mais gradativa: a Mulher tupi com criança usa uma vestimenta sumária, mas feita de tecido nos moldes europeus, enquanto a Índia tapuia usa veste tradicional. A primeira tem atrás de si uma propriedade rural (onde provavelmente é criada) enquanto a segunda está num ambiente totalmente natural. Cabe lembrar que os tupis foram o primeiro grupo a ter contato com os portugueses e a assimilar costumes do colonizador, enquanto que os tapuias viviam em regiões mais recônditas e resistiram mais ao domínio estrangeiro. O ideal era que cada tapuia um dia se tornasse um tupi até finalmente chegar no estágio da Mameluca, já integrada nas roupas ao padrão colonial.

Esta tese trata do Diretório dos Índios sob o “processo civilizador” (entre aspas, não por ironia, mas por ser uma ideia específica) de Norbert Elias. As pinturas refletem as etapas do processo aqui investigado. Como toda investigação, mudanças de rumo são necessárias conforme as circunstâncias. É por isso que se pede que a tese não seja lida sob os estereótipos de colonial ou decolonial, o que teria tanto sentido quanto se afirmar de antemão que o culpado do crime é o mordomo. E se for para fazer uma analogia com as histórias policiais, talvez a busca pelos “culpados” do processo civilizador seja mais semelhante ao romance Assassinato no Expresso Oriente de Agatha Christie, onde ao final se descobre que diversos suspeitos se mancomunaram para cometer o crime em conjunto.

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Análise de Transferência de Conhecimento das Aceleradoras para as Startups

Análise de Transferência de Conhecimento das Aceleradoras para as Startups

Autora:
Jéssica Moreira Caetano

Esta obra é o resultado da pesquisa que realizei durante meu mestrado no Programa de Pós-Graduação em Inovação Tecnológica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A obra analisa a transferência de conhecimento entre aceleradoras e startups no ecossistema de inovação de Belo Horizonte, abrangendo uma aceleradora corporativa, vinculada à indústria, e uma aceleradora pública, associada ao governo de Minas Gerais. O desenvolvimento rápido das startups é essencial para que elas ofereçam soluções eficazes ao mercado, e os programas de aceleração desempenham um papel fundamental nesse processo.

A pesquisa investigou os fatores que influenciam a transferência de conhecimento e seu impacto no crescimento das startups, adotando uma abordagem qualitativa por meio de um estudo de casos comparativo. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com colaboradores das aceleradoras e empreendedores que passaram pelo processo de aceleração em 2021. Os resultados revelam que a maturidade das startups é determinante para o aproveitamento dos programas, e a confiança e qualidade do relacionamento entre as partes são cruciais para uma transferência de conhecimento efetiva.

Além disso, foram identificados mecanismos comuns de transferência de conhecimento, como mentorias, workshops e eventos de networking, bem como particularidades, como o Founder’s Day e uma gincana interna. A pesquisa ressalta a importância de metodologias estruturadas aplicadas em startups com níveis semelhantes de maturidade, sugerindo que práticas bem-sucedidas podem ser adaptadas para diferentes modalidades de aceleração. Isso não apenas potencializa o crescimento das startups, mas também traz benefícios significativos para o ecossistema de inovação como um todo.

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Comentários ao Código de Ética Profissional da Psicologia O símbolo da psicologia associado ao design Ética

Comentários ao Código de Ética Profissional da Psicologia O símbolo da psicologia associado ao design Ética

Autor:
Domingos Barreto de Araújo

Considerando o contexto atual da Psicologia no Brasil, onde colhemos o fruto do imenso contingente de psicólogas e psicólogos formados nos últimos 10 anos onde duplicamos a nossa quantidade. Hoje já somos mais de meio milhão de profissionais de Psicologia no país e o atual código de ética está em vigor desde 2005. E desde então este já deve ter sido amplamente difundido nos cursos de psicologia e junto à categoria. Entretanto, temos um cenário bastante preocupante considerando a volta da atuação massificante de profissionais liberais e a evolução das formas de divulgação nas redes sociais em uma perspectiva mercantilista da psicologia. Nesse sentido, o papel orientador do Sistema Conselhos de Psicologia precisa ganhar cada vez mais aliados nessa tarefa de manter vivo e consolidado nossos princípios, reforçando a formação em psicologia desde a graduação. Assim, os ‘Comentários ao Código de Ética Profissional da Psicologia’ é o livro que estava faltando para o ensino da psicologia e para as psicólogas e psicólogos que atuam em variadas frentes e processos de trabalho. Este texto nos provoca uma discussão inevitável na busca da construção de consensos com toda a complexidade que nos desafia as relações de trabalho na atualidade. O autor apresenta muita sensibilidade e intimidade com a ética profissional e a atual legislação, que também exigiu os complementos das Resoluções e Notas Técnicas para solucionar impasses que a categoria se encontra e demanda solução ao Sistema Conselhos. Comentar o código de ética não é uma tarefa fácil, requer conhecimento e experiência nos debates cotidianos, que podem ocorrer nas salas de aula, estes são verdadeiros balões de ensaios dos questionamentos e dúvidas que serão facilmente encontrados na vida profissional. Nosso exercício profissional responsável requer uma sólida formação ético-política balizada pelos Direitos Humanos que resultará no mote mais precioso da nossa profissão que é o compromisso social. E o autor capta de forma magistral esse aspecto do nosso código de ética que se propôs a ser um código enxuto de princípios e diretrizes. Prezados leitores, se preparem para uma aventura ao ler esse livro, você vai se deparar com questões inquietantes, comentários que você poderá aprender, concordar, discordar, debater com os amigos e colegas, mas especialmente ampliar seus horizontes sobre novas possibilidades de interpretação de nosso código de ética.

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Um Sistema Político em Disputa – Governo e Democracia na Assembleia Nacional Constituinte e no Impeachment de Collor (1987-1992)

Um Sistema Político em Disputa - Governo e Democracia na Assembleia Nacional Constituinte e no Impeachment de Collor (1987-1992)

Autor:
Rafael Dilly Patrus

Este ensaio investiga o modo como o sistema de governo brasileiro foi pensado e construído na transição da ditadura para a democracia. Começamos analisando o diagnóstico prematuro de fracasso do sistema político, situando-o historicamente na experiência democrática da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988 e no debate, que se fez central, sobre o sistema de governo. Em seguida, examinamos o impeachment de Fernando Collor de Mello, a partir das múltiplas leituras que, encarando criticamente o sistema político concebido à luz da Constituição de 1988, tentaram explicar o episódio. Por fim, recuperamos a tese da governabilidade possível, procurando entender a leitura otimista que parte da ciência política nacional, a contar de 1994, desenvolveu sobre o lugar da Presidência da República no sistema de governo previsto na Constituição. Nesse resgate, buscamos analisar a análise, de modo a desconstruir as impressões de que as coalizões parlamentares consubstanciam grandezas estanques e de que os projetos executivo e legislativo de agenda para o Governo são autônomos e concorrentes. Ainda, é proposta uma reflexão sobre a ideia de governabilidade. Afinal, é possível pensar a governabilidade dissociada da representatividade democrática?

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Empreender na Era Digital: Segredos das Startups

Empreender na Era Digital: Segredos das Startups

Organizadora:
Thaysa Navarro de Aquino Ribeiro Zem

O Livro Empreender na Era Digital: Segredos das Startups é composto por artigos com objetivo de fornecer aos leitores um maior conhecimento acerca das Startups. Essa coletânea de artigos traz análises distintas e valiosas acerca do assunto, relacionando-o com outras temáticas importantes e discutidas na atualidade. Trata-se de uma visão interpretativa e ampliada dos pontos de atenção que têm gerado debates e discussões. Esperamos que essa obra seja aproveitada por todos os leitores, reafirmando, assim, a importância do conteúdo, despertando, ainda mais, o interesse pelo saber. Venha aprender mais sobre esse universo que são as Startups. Boa leitura!

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EMPREENDEDORISMO MINEIRO: vencendo desafios

EMPREENDEDORISMO MINEIRO:
vencendo desafios

Organização:
Tamilsy Teixeira Casalechi

Este livro faz parte de um projeto de empreendedorismo onde alguns empresários mineiros relatam as suas dificuldades com a pandemia do COVID-19 e mostram seu grau de superação e de criatividade para buscar alternativas de se manter no mercado tão competitivo.

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Gerindo Campeões: Aspectos Esportivos Aplicados a Gestão de Pessoas

Gerindo Campeões: Aspectos Esportivos Aplicados a Gestão de Pessoas

Organização:
Gustavo Lopes Pires de Souza
Vinicius Carvalho Fragoso

José Carlos Brunoro
O título é muito interessante, porque os exemplos esportivos poderiam ser mais aplicados na gestão de pessoas, não há nada mais real do que a frase: O esporte imita a vida.

Carlos Alberto Parreira
Eu aprendi algo empiricamente muito importante para o gerenciamento das estrelas. Primeiro é o respeito, sempre cumprimentei todos, olhava no olho e chamava pelo nome. Segundo é a transparência, o grupo quer ouvir de você o que vai ser feito, ouvir diretamente do seu treinador, nunca passei recado por supervisor. Terceiro é o privilégio, nunca criei privilégio algum para atletas, todos eram tratados da mesma forma. Eu estou sendo bem pragmático, é gente que lida com gente, seres humanos necessitados de carinho, compreensão, essa situação é aplicada tanto dentro quanto fora de campo.