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A Judicialização do Uso de Deep Fakes nas Eleições no Brasil: Uma Análise dos Casos nos Tribunais Regionais Eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral Entre 2018 e 2024

A Judicialização do Uso de Deep Fakes nas Eleições no Brasil: Uma Análise dos Casos nos Tribunais Regionais Eleitorais e no Tribunal Superior Eleitoral Entre 2018 e 2024

Autora:
Jhennifer Hannah Lima De Macedo

Com rigor metodológico, na presente obra, a Autora explora os complexos impactos das deep fakes nas eleições brasileiras entre 2018 e 2024, mapeando cuidadosamente as decisões da Justiça Eleitoral sobre o tema. É um estudo indispensável para compreender a dinâmica da desinformação impulsionada por inteligência artificial.

Diogo Rais

Mestre e Doutor em direito do estado pela PUC-SP e Juiz Substituto TRE-SP.

Ao tratar do uso de deep fakes na justiça eleitoral, Jhennifer H. L. Macedo tem um duplo mérito: joga luzes sobre o tema, mostrando evolução e aprimoramentos futuros; e, além disso, apresenta as características dos conflitos até hoje enfrentados pelo judiciário. O leitor descobrirá grande parte dos casos envolve eleições municipais, que há manipulação lícita de imagens e que o compartilhamento orgânico funciona como principal motor de divulgação.

Atalá Correia

Doutor (2020) e Mestre (2005) em Direito Civil pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco da Universidade de São Paulo e Juiz do TJDFT.

A principal contribuição do trabalho está na forma como alia teoria e empiria. O leitor encontrará não apenas uma reflexão conceitual sofisticada, mas também um retrato detalhado da jurisprudência eleitoral recente. Essa dupla dimensão — crítica e analítica — faz do livro uma referência indispensável para acadêmicos, magistrados, advogados e todos aqueles comprometidos com a preservação da legitimidade democrática em tempos digitais.

Marilda De Paula Silveira

Doutora e Mestre em Direito Administrativo pela Universidade Federal de Minas Gerais e advogada

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The Crossroads Of Democracy In Latin America: Governance And Instituições In Times Of Conflicts

The Crossroads Of Democracy In Latin America: Governance And Instituições In Times Of Conflicts

Autor:
Luiz César Silva

This book is a remarkable contribution to understanding the dilemmas of democracy and governance in Latin America. With a rare combination of methodological rigor and sensitivity to the region’s historical and social specificities, Luiz César Silva offers a solid analysis of how institutional quality, political trust, and state capacity shape human development. He goes beyond merely identifying problems: he points to pathways, valuing endogenous experiences and peer learning among Latin American countries.

Over the years, I have had the privilege of sharing ideas and debates with Luiz César Silva. This experience only reinforces what readers will find here: his unique ability to articulate theory and practice with clarity, rigor, and originality. More than a solid academic work, this is an inspiring book that bears the author’s hallmark of intelligence, commitment, and intellectual generosity.

William Kratochwill, Ph.D. in Economics, Economist at the Brazilian Institute of Geography and Statistics (IBGE).

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Novas Fronteiras Do Sistema Financeiro Nacional V. 4

Novas Fronteiras Do Sistema Financeiro Nacional V. 4

Organizadora:
Rubia Carneiro Neves

O livro Novas Fronteiras do Sistema Financeiro Nacional – v. 4 é resultado de investigação realizada para delimitar as justificativas técnicas e legais que respaldam a atuação inovadora do Banco Central do Brasil (BCB) para criar, gerir e regular o Pix, o Open Finance e o DREX.

Para o desenvolver tal pesquisa, primeiro, foi necessário organizar conhecimento a respeito de conceitos e categorias jurídicas relacionadas à estrutura e aos participantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e do Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB), em especial os que são utilizados como critérios de controle de entrada, permanência e saída desses sistemas.

Foram desenvolvidas, em seguida, análises e reflexões sobre a trajetória dos modelos institucionais adotados pelo Estado brasileiro para o BCB até a atualidade, suas competências e os níveis de autonomia atribuídos para seu desempenho em comparação com modelos internacionais e análise de recentes iniciativas regulatórias sobre o tema.

Na obra, demonstrou-se que, para cumprir a missão de preservar o poder de compra da moeda brasileira, é essencial que o BCB seja dotado de autonomia qualificada, legitimada pelo interesse público e sustentada por governança técnica e econômica. Para promover esse tipo de autonomia, o País consolidou arcabouço normativo avançado. Sua plena efetividade, no entanto, depende da incorporação da cultura da estabilidade de preços nas práticas administrativas e da atuação coordenada de instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Poder Judiciário.

No que se refere à proposta de adoção do modelo Twin Peaks como solução para a plena efetividade dos mandatos do BCB e dos demais agentes reguladores, concluiu-se que, embora possa representar um progresso relevante ao conferir maior clareza funcional e foco regulatório, sua implementação demanda adaptações legais e institucionais significativas, além de uma articulação eficiente entre as autoridades envolvidas.

Em relação à atuação inovadora do BCB, mais do que autonomia técnica, é necessário orçamento específico para viabilizar a continuidade de sua atuação estratégica em prol do interesse coletivo, como tem feito com o Pix, o Open Finance e a educação financeira da população.

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Reforma tributária, fiscalidade e transformações estruturais: inovações tecnológicas, novas conformações do federalismo e os desafios da tributação contemporânea – Volume III

Reforma tributária, fiscalidade e transformações estruturais:
inovações tecnológicas, novas conformações do federalismo e os desafios da tributação contemporânea - Volume III

Organização:
Farley Soares Menezes
Rafael Soares Duarte de Moura
Vânia Ereni Lima Vieira

A Reforma Tributária brasileira é mais do que um rearranjo normativo: trata-se de um projeto de sociedade em disputa, que redefine relações entre Estado, economia e cidadania. Este terceiro volume da coletânea Reforma tributária, fiscalidade e transformações estruturais reúne 25 capítulos inéditos, produzidos por especialistas que abordam desde a arquitetura do IVA Dual e da CBS até os impactos da extrafiscalidade, da inovação tecnológica, da inteligência artificial e da governança global sobre o sistema tributário.

A obra amplia os horizontes do debate ao explorar temas como o Imposto Seletivo, a proteção de dados na prática tributária, os efeitos da tributação sobre profissionais autônomos, a educação fiscal, a tributação no metaverso e os desafios do federalismo fiscal. Com análises críticas, densidade teórica e problematizações de ordem prática, cada contribuição demonstra que a política tributária não é neutra: ela envolve escolhas coletivas sobre qual modelo de sociedade queremos construir.

O volume presta ainda homenagem a Bernard Appy e Eurico Marco Santi, reconhecendo suas trajetórias intelectuais e institucionais como referências na luta por um sistema tributário mais simples, transparente e justo. Assim como nos volumes anteriores, dedicados à Ministra Regina Helena Costa e à Professora Misabel Derzi, este tomo reafirma que a tributação é linguagem da Constituição, meio de efetivação da cidadania e instrumento de justiça social.

Mais do que registrar um momento de transformação normativa, este livro convida à reflexão sobre os rumos da Reforma Tributária e seu papel na construção de um país mais justo, democrático e solidário

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Dimensões do Direito Penal Econômico

Dimensões do Direito Penal Econômico

Organizadores:
Yago Rocha de Almeida
Roberta Cordeiro de Melo Magalhães

O livro “Dimensões do Direito Penal Econômico” é uma coletânea de artigos produzidos por pesquisadores do CEUB (Centro Universitário de Brasília), com prefácio de Sergio Moro.
Seu fio condutor do livro é a crescente interdependência entre Estado e setor privado no enfrentamento da macrocriminalidade econômica, com ênfase na responsabilização empresarial, na justiça penal.


negocial e nos riscos de enfraquecimento das garantias fundamentais.
A obra se destaca por equilibrar rigor acadêmico, análise crítica e atualidade prática, sendo útil para juristas interessados nas transformações contemporâneas do sistema penal frente aos desafios da economia globalizada.

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IBS e CBS na Nova Ordem Tributária: Fundamentos, Estruturação Normativa e Desafios de Implementação no Federalismo Fiscal Brasileiro – Volume II

IBS e CBS na Nova Ordem Tributária: Fundamentos, Estruturação Normativa e Desafios de Implementação no Federalismo Fiscal Brasileiro - Volume II

Organização:
Farley Soares Menezes
Rafael Soares Duarte de Moura
Izabela Alves Drumond Fernandes

Esta obra é o segundo volume da coletânea Reforma Tributária, elaborada para o VI Congresso Brasileiro de Direito Tributário e de Direito Financeiro, evento realizado pela Unimontes em parceria com a Comissão de Direito Tributário da Seccional Mineira da OAB, 11ª Subseção da OAB em Montes Claros e Associação Mineira de Direito do Estado – AMIDE, intitulado IBS e CBS na nova ordem tributária: fundamentos, estruturação normativa e desafios de implementação no federalismo fiscal brasileiro. Trata-se de uma obra coletiva que congrega vinte e oito capítulos, fruto da colaboração de juristas, professores e pesquisadores de diversas formações, mas unidos pela convicção de que a Reforma Tributária não pode ser lida como mero rearranjo de normas fiscais. Ela é, antes de tudo, um projeto de país: um reflexo da maturidade institucional da federação brasileira, um instrumento de justiça social e uma via para a democratização do acesso a direitos fundamentais.

Este volume é especialmente dedicado à Professora Misabel de Abreu Machado Derzi, uma das maiores expoentes do Direito Tributário no Brasil. Sua trajetória acadêmica e pessoal permanece como marco inescapável de rigor científico e compromisso ético. Mais do que uma jurista brilhante, Misabel foi e continua sendo inspiração para todos aqueles que acreditam na tributação como espaço de cidadania, solidariedade e justiça fiscal. Homenageá-la é reafirmar a crença de que o tributo não pode ser reduzido a técnica arrecadatória, mas deve ser compreendido como linguagem da Constituição e pilar da democracia.

A obra faculta ao leitor não apenas análises jurídicas densas, mas também inspiração para pensar o tributo como instrumento de cidadania. Que cada capítulo pode ser visto como peça de um mosaico maior, no qual se entrelaçam teoria e prática, técnica e ética, passado e futuro. Ao final, o sentido último da obra é revelador: a Reforma Tributária só cumprirá sua promessa se for capaz de aproximar o Brasil de uma sociedade menos desigual, mais solidária e mais democrática.

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Processo Empresarial: Reflexões após 10 Anos do CPC

Processo Empresarial: Reflexões após 10 Anos do CPC

Organização:
Wagner José Penereiro Armani

Há dez anos está em vigor o Código de Processo Civil de 16 de março de 2015 (Lei nº 13.105/2015), marco legislativo que disciplina como se desenvolve o processo no âmbito do Poder Judiciário.

O Código de Processo Civil estabelece as regras e etapas que devem ser observadas por quem busca, junto ao Estado-juiz, uma decisão que resolva um conflito ou reconheça um direito. Em outras palavras, o Código de Processo Civil organiza o caminho jurídico que transforma uma pretensão em juízo em uma decisão judicial, garantindo que o procedimento seja conduzido de forma ordenada, previsível e legal.

Além do Código de Processo Civil, leis especiais também trazem procedimentos ou técnicas especiais que ajustam, complementam ou regulamentam procedimentos, como a Lei de Falência e Recuperação de Empresas (Lei nº 11.101/2005), a Lei do Mandado de Segurança (Lei nº. 12.016/2009), a Lei do Juizado Especial Cível (Lei nº 9.099/1995), a ação de locupletamento prevista na Lei do Cheque (art. 61, Lei nº 7.357/1985), a busca e apreensão em casos de inadimplência de contratos de financiamento com garantia fiduciária (Decreto-Lei nº 911/1969) etc. Todas as regras processuais se submetem, ao menos de forma subsidiária, ao Código de Processo Civil, sendo necessária sua compreensão para compreender os rumos do processo e as garantias dos princípios processuais – constitucionais.

Portanto, de forma objetiva: as normas previstas nas diversas legislações processuais devem garantir a máxima repetida pela doutrina que “o processo é um meio e não um fim em si mesmo”. O fim, neste caso, deve ser compreendido como a efetiva prestação jurisdicional, de “dizer o Direito”.

Cassio Scarpinella Bueno afirma que “o que há é processo (um só) e ação (uma só) e diferentes procedimentos que podem variar (e realmente variam) para ajustar, de lege lata, determinados conflitos de direito material a um mais adequado e tempestivo enfretamento jurisdicional. Seja do ponto de vista da cognição e/ ou do ponto de vista da arrumação dos atos que se praticarão desde a ruptura inicial da inércia da jurisdição (petição inicial) até o proferimento da sentença reconhecendo quem faz jus à tutela jurisdicional ou, mais ampla e corretamente, até a satisfação do direito tal reconhecido a uma das partes, isto é, da efetiva prestação da tutela jurisdicional”.

Neste sentido, surge a necessária análise do Direito Empresarial, como ramo autônomo do Direito, que traz inúmeras situações cujo procedimento comum não é suficiente para plena prestação jurisdicional, necessitando de procedimentos e técnicas especiais para busca mais efetiva da prestação jurisdicional, como no caso de falência ou recuperação de empresas, dissolução parcial, regulação de haveria grossa etc.

O Direito Empresarial tem como finalidade a proteção da atividade econômica, lastreada nos princípios da liberdade econômica, da livre iniciativa e da livre concorrência, merecendo tutela material e processual própria.

Esta obra reúne artigos de renomados juristas com o propósito de difundir o conhecimento jurídico em Direito Processual e Direito Empresarial, ampliando o debate e fomentando reflexões que alcancem o meio acadêmico, o ambiente corporativo e as instituições públicas.

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Reforma tributária no Brasil Contemporâneo: Entre a Retórica da Simplificação e a Persistência da Complexidade Sistêmica – Volume I

Reforma tributária no Brasil Contemporâneo:
Entre a Retórica da Simplificação e a Persistência da Complexidade Sistêmica - Volume I

Organização:
Farley Soares Menezes
Rafael Soares Duarte de Moura

Reforma tributária no Brasil contemporâneo: entre a retórica da simplificação e a persistência da complexidade sistêmica é uma obra que se propõe a ir além dos discursos oficiais e das promessas de racionalização fiscal. Reunindo 19 capítulos escritos por especialistas de diversas áreas do Direito, da Economia e das Políticas Públicas, a coletânea examina criticamente os impactos, limites e contradições da Emenda Constitucional nº 132/2023 e da Lei Complementar nº 214/2025, pilares da mais recente e ambiciosa reforma do sistema tributário brasileiro.

Organizada por eixos temáticos, a obra percorre desde o Imposto Seletivo e sua dubiedade funcional até os desafios da extrafiscalidade ambiental, a tributação setorial (transportes, aviação, agronegócio, esporte) e os dilemas técnico-jurídicos do novo modelo de IVA dual. Também aborda questões fundamentais como a tributação regressiva do IRPF, a justiça fiscal por meio da transação tributária e a eficácia da fiscalização no novo arranjo federativo. A coletânea dialoga ainda com experiências internacionais, contribuindo para uma compreensão ampliada dos caminhos possíveis – e das armadilhas recorrentes – da simplificação fiscal.

Destinada a juristas, economistas, formuladores de políticas públicas e estudiosos do federalismo e da justiça tributária, esta obra é leitura indispensável para quem deseja compreender, com profundidade e criticidade, o presente e o futuro da tributação no Brasil. Mais que um registro técnico, trata-se de um convite à reflexão sobre os rumos da política fiscal e seu papel na construção de um Estado mais equitativo, sustentável e republicano.

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Democracia em Julgamento: O Devido Processo Legal e os Atos de 8 de Janeiro de 2023

Democracia em Julgamento:
O Devido Processo Legal e os Atos de 8 de Janeiro de 2023

Autora:
Laura Camilo da Silva

Um livro essencial para tempos sombrios.

Em “Democracia em Julgamento”, a advogada e pesquisadora Laura Camilo da Silva analisa, com precisão e coragem, os desafios do devido processo legal diante dos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. Num contexto de polarização política, instabilidade institucional e ameaças recorrentes ao Estado de Direito, esta obra propõe uma reflexão profunda sobre o papel do Supremo Tribunal Federal, os limites da atuação penal e a defesa intransigente das garantias constitucionais.

Mais do que um estudo sobre crimes e punições, este livro é um chamado à razão jurídica. É leitura indispensável para quem acredita que a democracia se fortalece não com exceções, mas com princípios.

Rodolpho Barreto Sampaio Júnior

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A Corrida pelo Ouro Verde e os Minerais Críticos para as Transições Energética e Digital. A Diplomacia dos minerais e a Perspectiva Emergente do Sul Global.

A Corrida pelo Ouro Verde e os Minerais Críticos para as Transições Energética e Digital. A Diplomacia dos minerais e a Perspectiva Emergente do Sul Global

Autor:
Thiago Ferreira Almeida

“A música “Sangue Latino” é a resposta adequada ao estudo crítico do Direito Internacional. A defesa por uma Perspectiva Emergente do Sul Global reside no ato de romper com as posições eminentemente eurocêntricas, reconhecendo que a posição latino-americana é a força criativa de um novo pensamento do Direito Internacional. Uma posição latino-americana do Direito Internacional (“Meu sangue latino”) é marcado pelo seu passado de colonização e escravidão (“Minh’alma cativa”), cujo longo percurso para o reconhecimento de uma igualdade de tratamento das repúblicas independentes no início do século XIX no plano internacional foi via “caminhos tortos”, com o uso sistemático da força militar (gunboat diplomacy) e da pressão econômica, legitimados pelo Direito Internacional à época.

Como a canção indica, a todo latino-americano, consciente de seu passado colonial, cabe romper com os modelos arcaicos que condenam os seus povos a uma perene dependência econômica sob uma imagem de soberania formal superficial. Assim, o “grito” e o “desabafo” devem se materializar na crítica a um sistema jurídico internacional imposto aos países do Sul Global. “Quebrar a lança” é opor-se às estruturas jurídicas materialmente desiguais. Por mais que essa perspectiva do Sul Global seja apagada ou negligenciada pelos principais fóruns internacionais, essa mesma canção retoma com a importância de que os povos ex-colonizados, minorias, comunidades tradicionais e quilombolas é de “não estar vencido”.

Nesse sentido, a Perspectiva Emergente do Sul Global reconhece que as economias emergentes e em desenvolvimento, aglutinadas no grupo difuso do Sul Global devem ser protagonistas na definição de regras internacionais. Essa conduta permite afastar a tradicional postura de tomadores de regras (rule takers) para formadores de normas (rule makers).”

 

Créditos: Espodumênio variedade Hiddenita (LiAISi2O6). Araçuaí, MG, Brasil

Foto: Matheus Gramigna /Acervo: MM Gerdau – Museu das Minas e do Metal